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TERROR NOS EUA XXV
Dólar dispara 2,03% e
volta a bater recorde
SÃO PAULO – O nervosismo tomou conta do mercado brasileiro ontem, refletindo o pânico que ditou os negócios no mundo inteiro. O dólar subiu 2,03%, cotado a R$ 2,66, mais uma vez, em nível recorde. A Bovespa, numa decisão inédita, interrompeu o pregão às 11h15, quando o Ibovespa estava em queda de 9,18%, a maior desde 14 de janeiro de 1999. No mercado de juros, as projeções fecharam em alta - a taxa dos contratos futuros de DI de janeiro pulou de 21,34% para 21,98% ao ano.
O mercado teve um dia de poucos negócios. No câmbio, o movimento foi de US$ 600 milhões, um valor 32,6% menor que os US$ 890 milhões registrados anteontem. Segundo operadores, o Banco Central (BC) interveio com mais força no mercado, vendendo mais do que os habituais US$ 50 milhões diários, para garantir a liquidez e impedir uma disparada ainda maior das cotações. Estimativas apontam que a autoridade monetária vendeu cerca de US$ 100 milhões. Na máxima do dia, o dólar bateu em R$ 2,685.
O presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o Governo determinou de manhã a intervenção do BC para acalmar o sistema financeiro. “Continuaremos a agir assim, de maneira firme e serena, para ultrapassar as turbulências que podem afetar o conjunto dos países, turbulências mais econômicas do que de outra natureza”, disse FHC.
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Jornal do Commercio
Recife - 12.09.2001 Quarta-feira
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