Logo que as primeiras notícias dos atentados ocorridos em Nova Iorque e Washington foram divulgadas, o Consulado dos Estados Unidos no Recife parou de atender ao público. Apenas as pessoas que já estavam dentro do prédio, localizado na Rua Gonçalves Maia, na Boa Vista, foram recebidas e despachadas em seguida. Ao meio-dia, todos os funcionários foram liberados e equipes da Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe) e da Polícia Federal isolaram a calçada em frente ao local.
Os policiais federais e militares, em companhia dos seguranças do Consulado, fizeram uma varredura em todo o prédio. O procedimento foi considerado de rotina e nenhum artefato suspeito foi encontrado. De acordo com os policiais da Cioe, a equipe deslocada para o local não era especializada em explosivos.
Eles apenas foram escalados para verificar as instalações do prédio e, caso fosse necessário, precisariam acionar o esquadrão antibombas. O reforço no policiamento deve ser mantido por tempo indeterminado diante do Consulado.
JUDEUS – Os prédios da comunidade judaica no Recife tiveram a segurança reforçada, no início da tarde de ontem. A pedido da Federação Israelita de Pernambuco, uma viatura da Polícia Militar ficará de plantão 24 horas em frente à sede da entidade, que funciona no Centro Israelita, na Torre. Uma guarnição policial também foi deslocada para a Rua do Bom Jesus, no prédio onde funcionou a primeira sinagoga das Américas.
Apesar do reforço policial, as aulas do Colégio Israelita, que tem cerca de 170 alunos e funciona no prédio do Centro Israelita, ocorrerão normalmente, garantiu o presidente da Federação Israelita de Pernambuco, Boris Berenstein. Ele disse que o policiamento dos prédios é necessário porque ainda não se sabe a autoria dos atentados nos Estados Unidos.
“É uma precaução. Não sabemos como esse ato terrorista pode nos atingir”, afirmou. Berenstein informou que a segurança nos prédios da comunidade judaica no Recife permanecerá até que a situação nos Estados Unidos se acalme ou que o fato seja esclarecido. Atualmente, vivem no Recife cerca de 500 famílias judaicas, o equivalente a duas mil pessoas.