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TERROR NOS EUA XXXII Mesmo no meio da rua, os recifenses não tiraram os olhos da TV Nas ruas e shoppings do Recife, a população se aglomerou diante das vitrines das lojas de eletrodomésticos para acompanhar, pelos televisores, as últimas notícias sobre os atentados nos Estados Unidos. A reação das pessoas variava da incredulidade ao temor de que o episódio desencadeasse um conflito de proporções mundiais. Em duas lojas de eletrodomésticos da Rua Nova, uma das mais movimentadas do Centro, a grande maioria dos transeuntes não acreditavam no que viam. Nos pontos de táxi, os motoristas estavam atentos aos detalhes divulgados pelos correspondentes internacionais das rádios. Se alguém me contasse uma história dessas, não acreditaria. É o caos total, afirmou o taxista Severino Izídio. No Shopping Tacaruna, vendedores e consumidores passaram o horário do almoço com os olhos vidrados nas televisões de lojas e lanchonetes. As pessoas custavam a acreditar que tudo acontecia na cidade mais famosa dos Estados Unidos. Uma coisa como essa desestabiliza o mundo inteiro. Só no cinema a gente vê isso. A minha maior preocupação é que, a partir de agora, comece um conflito mais sério, comentou o analista de sistemas Luís Carlos Souza, que passeava no shopping. |
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