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TERROR NOS EUA V
A emergência funcionou

Sete mil voluntários da área de saúde se incorporaram à chamada de emergência, num sistema sem precedentes na história dos EUA

WASHINGTON – O Departamento de Saúde e Assistência Social (HHS) ativou um sistema de emergência médica nacional, em uma iniciativa sem precedentes, que colocou de imediato em ação cerca de 7 mil voluntários da área de saúde, além de médicos, enfermeiras, farmacêuticos e outros especialistas, nas zonas afetadas pelos ataques de ontem. O secretário do HHS, Tommy Thompson, disse que as 80 equipes de acidentes da agência governamental estão prontas para atuar.

O HHS, o sistema de resposta a desastres nacionais, aguardava ordens específicas da Agência Federal de Administração de Emergências (FEMA), que abriu seu centro operacional para responder aos ataques. “Esta é a nossa maior missão”, disse o porta-voz do HHS, Campbell Gardett, ao indicar que esta era a primeira vez em que as 80 equipes foram colocadas em alerta.

O HHS é a principal fonte de socorro médico em uma crise federal. Está capacitado a dar tratamento direto às vítimas, retirar pacientes em perigo e prestar ajuda ao serviços médicos locais. Seus voluntários foram escolhidos estrategicamente, de acordo com suas capacidades. “Eles estão disponíveis a qualquer momento”, disse Gardett.

A agência fornece outros serviços, como o de questões judiciais e cuidados veterinários para animais em serviço. Além disso, o HHS coordena quatro equipes que percorrem o país para atender a emergências de terrorismo biológico. Os atentados com explosivos, geralmente, geram o temor de um possível uso de armas nucleares, biológicas e químicas.

Manhattan se transformou em um imenso hospital de campanha, enquanto milhões de trabalhadores, com o pânico estampado no rosto e em passos hesitantes, regressavam lentamente a suas casas. Só duas pontes, Queensborough e Washington, respectivamente ligadas ao distrito de Queens e ao estado de Nova Jersey, permaneciam abertas ao tráfego – o que, junto com a interrupção das linhas de metrô e a escassez de ônibus, geravam uma enorme confusão para os que tiveram que abandonar seus escritórios como medida preventiva.

No entanto, muitos entre as centenas de milhares de pedestres que circulavam entre o sul e o norte da cidade, afastando-se do foco da tragédia, atenderam solidários ao pedido para doarem sangue aos hospitais que prestam socorro a milhares de vítimas. Um verdadeiro exército de policiais, soldados, guardas civis e funcionários de segurança de grandes corporações se mobilizaram.

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Jornal do Commercio
Recife - 12.09.2001
Quarta-feira