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TERROR NOS EUA IX
Conseqüencia de atentados nos EUA preocupa FHC

BRASÍLIA – O presidente Fernando Henrique Cardoso manifestou, ontem, no Palácio do Planalto, preocupação com as conseqüências dos atentados terroristas nos Estados Unidos para a economia mundial e, principalmente, para a brasileira. Em pronunciamento à imprensa no final da tarde, ele disse que o Governo está atento na defesa dos interesses do País e fez um apelo aos brasileiros e às instituições nacionais, citando o Congresso e a mídia, pela união para a paz e o progresso do Brasil neste momento.

“A população brasileira pode estar convencida de que o que for necessário fazer para que mantenhamos o nosso ritmo de atividades normais, o nosso crescimento da economia, nós o faremos”, afirmou o presidente. “É inegável que, se não houver uma ação atenta do Governo, as conseqüências podem ser maiores, e nós estamos atentos.” A ação do Banco Central para evitar a falta de liqüidez no mercado de câmbio foi destacada por Fernando Henrique. “O Governo determinou, através do BC, uma intervenção para acalmar a situação financeira, posto que não há nenhuma razão para uma preocupação maior neste momento”, disse.

Em mais de uma passagem, o presidente salientou a tradição diplomática brasileira a favor da paz. “(Somos) um País que ama a paz e que tem, não só na sua Constituição, mas no comportamento de seu povo, a firme determinação de criar condições para que sejam superadas as dificuldades e os conflitos”, afirmou. “O Brasil continuará empenhado na busca de fórmulas de convivência universal, que ponham um fim a essa marcha da insensatez.”

Além de enviar à Casa Branca uma mensagem de repúdio aos atentados terroristas, Fernando Henrique tentou falar por telefone com o presidente dos EUA, George W. Bush. “Quando for possível, nos poremos em contato, para que eu possa expressar nossa indignação e reiterar que o Brasil considera inaceitável todo e qualquer ato terrorista, até porque a nossa Constituição é taxativa ao repudiar o terrorismo e ao considerá-lo crime hediondo.”

FHC também externou sua preocupação com os brasileiros que vivem nos EUA e destacou a ação da rede consular diplomática na prestação de assistência.

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Jornal do Commercio
Recife - 12.09.2001
Quarta-feira