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O terrorismo e a Internet Veio a tragédia e a Internet não decepcionou. Correspondeu à expectativa dos milhões de internautas que se conectaram para buscar e trocar informações sobre os ataques terroristas aos Estados Unidos, seja na Web, softwares de correio eletrônico, listas de discussão ou programas de mensagem instantânea. Só que o tráfego extrapolou o limite aceitável e a Rede congestionou lá por volta do meio-dia. Nada que comprometesse a cobertura online. Praticamente todos os sites de notícia passaram a atualizar o noticiário. Sites jornalísticos como Clarin, Le Monde e UOL retiraram as seções habituais para deixar o site mais leve, mais fácil de ser acessado. Esse poder de mutação é um trunfo porque cada site pode se adaptar ao momento. O JC OnLine, como a maioria dos sites, também travou por volta do meio-dia de ontem. O serviço de atualização automática não funcionava, e a equipe de 12 pessoas que se dedicava à cobertura teve de editar as páginas manualmente para continuar. Mais de 100 notícias haviam sido publicadas até as 6h da tarde, com base em TV, rádio e sites nacionais e internacionais. A audiência era grande. Aliás, espera-se que seja batido o recorde de tráfego da história da Internet mundial. O que falta à Internet é uma maior infra-estrutura. Ao contrário da TV, a Rede tem sua eficiência baseada na quantidade de pessoas conectadas. Se esse número for muito grande num mesmo momento, corre-se o risco de congestionamento, ou seja, tornar a navegação lenta ou inacessível. Foi o que aconteceu. Mas a cobertura foi realizada e a Internet mostrou mais uma vez sua maturidade. |
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