Até o próximo aniversário da cidade, dia 15 de março de 2002, serão construídos o Memorial de Gravatá e a Estação do Artesão, a Biblioteca Pública Municipal será modernizada e a Rua dos Móveis, revitalizada
O clima ameno, com temperatura média anual de 24 graus, é um ótimo atrativo para quem quer tomar um bom vinho e comer fondue em Gravatá. Mas, não é só isso que se tem a oferecer. A obra de duplicação da BR-232 fez nascer novos horizontes para o município e, para consolidar a cidade como o maior pólo turístico do Agreste, foram criados quatro projetos culturais e turísticos representativos.
Até o próximo aniversário da cidade, no dia 15 de março de 2002, serão construídos o Memorial de Gravatá e a Estação do Artesão. A Biblioteca Pública Municipal sofrerá reestruturação e a Rua Duarte Coelho, mais conhecida como "Rua dos Móveis", ganhará revitalização e urbanização.
De acordo com o prefeito Sebastião Martiniano, Gravatá estava precisando de investimentos desse porte há alguns anos. "Problemas com a infra-estrutura básica como saneamento e abastecimento estão sendo solucionados. Agora temos que consolidar nossas atrações turísticas para desenvolvermos a economia", declara.
MADEIRA – Quem vai a Gravatá, localizada no Agreste nordestino a apenas 93 quilômetros do Recife, não deixa de passar na Rua Duarte Coelho onde há a maior concentração de moveleiros. O cenário é simples: lojas dispersas ao longo da rua, expondo móveis rústicos sem muita sofisticação. Mas esse visual estará com uma nova cara a partir de dezembro.
Os comerciantes se responsabilizarão pela padronização das fachadas e calçadas, enquanto a prefeitura fará a urbanização e revitalização do local.
No Centro de Móveis e Decoração de Gravatá haverá uma folheteria específica divulgando as casas comerciais do local e um posto de informações turísticas. O projeto também prevê uma parceria com o Sebrae que oferecerá qualificação de mão-de-obra.
CRONOGRAMA – Em março de 2002, será a vez dos outros projetos serem concluídos. O antigo prédio da Casa da Cultura dará lugar ao Memorial de Gravatá, um museu que reunirá documentos, objetos e imagens históricas do município.
A antiga estação ferroviária também sediará um projeto: a Estação do Artesão. Nesse local, mais de 300 artesãos gravataenses farão a exposição e venda de suas obras. Peças em metal, madeira e tecido são alguns dos produtos que poderão ser encontrados. Segundo o presidente da Associação dos Artesãos de Metais, Cristovão Junior, a criação desse pólo de artesanato vai ser de extrema importância para a cultura local. "Mais de 90% das nossas peças são vendidas para outras cidades. Precisamos que os nossos conterrâneos também conheçam os nossos trabalhos", ressalta.
O último projeto a ser realizado será a Biblioteca Pública Municipal que, depois de ficar na Casa da Cultura e na antiga estação ferroviária, ganha agora local permanente no bloco B da prefeitura em um ambiente mais amplo e informatizado. (L.T.)