RIO – Enquanto se aproxima dos países desenvolvidos na área de acesso à água (90% dos domicílios), o Brasil continua com rede de esgoto semelhante à da maioria dos países pobres, atingindo 52,5% das residências urbanas em 1999.
“O esgotamento sanitário é uma questão fundamental a ser resolvida pelo poder público, seja pelos prejuízos que causa à saúde da população seja pelo impacto negativo ao meio ambiente”, alerta o texto do IBGE.
Entre 1992 e 1999, houve um crescimento no número de domicílios em cidades brasileiras, de 48% para 52,5%. “Além disso, não necessariamente todos estes domicílios estão ligados à rede de tratamento dos dejetos, muitas vezes podendo estar apenas conectados diretamente à rede”, analisa o relatório.
O IBGE ainda não sabe que porcentual do esgoto é tratado no Brasil e, por isso, está fazendo o primeiro raio X do saneamento brasileiro, que deverá ficar pronto no ano que vem.
Apesar da gravidade do problema, há indícios de reações. O próprio levantamento revela que, entre 1992 e 1999, houve uma elevação do porcentual de domicílios considerados adequados (que têm água, esgoto e coleta direta de lixo) de 53,8% para 62 3%.