SÃO PAULO – Cerca de mil pessoas serão reconhecidas oficialmente como afetadas pelo acidente radiativo envolvendo uma cápsula contendo o elemento césio-137, ocorrido em setembro de 1987 em Goiânia (GO), e terão direito a reparações pagas pelo Estado.
Um termo de compromisso deve ser assinado nesta semana pelo Governo estadual reconhecendo os direitos à pensão vitalícia e à assistência médica para 616 servidores e aproximadamente 500 filhos de vítimas, que não recebiam os benefícios.
Entre os favorecidos estão 379 policiais militares, 220 operários do extinto Consórcio Rodoviário Intermunicipal, 15 bombeiros e duas funcionárias da Companhia Municipal de Limpeza Urbana.
O acidente foi um dos mais graves do gênero no mundo, tendo matado quatro pessoas diretamente, após dois sucateiros terem manipulado uma cápsula encontrada no antigo prédio do Instituto Goiano de Radioterapia. Em 1996, cinco pessoas foram condenadas pelo caso.
O termo reajusta ainda as pensões pagas atualmente às vítimas, elevando o valor mínimo de R$ 180 para R$ 360 e indexando os reajustes aos salários pagos ao funcionalismo público, para evitar perdas. Segundo o acordo proposto pelo Ministério Público, as vítimas da primeira geração receberão pensões de R$ 720.
As cláusulas foram acertadas com o Governo anteontem e devem seguir para a Assembléia Legislativa ainda neste ano.