Secretaria negocia a aquisição do San Rafael. Prédio abrigaria as principais diretorias do Fisco estadual. Acordo inclui também edifício-garagem
A Secretaria da Fazenda está fechando negociações para a compra do edifício San Rafael, localizado na Avenida Dantas Barreto, para abrigar as principais diretorias do Fisco. O prédio pertence ao Grupo pernambucano Imobiliário OK. De acordo com o secretário-adjunto da Fazenda, Ricardo Guimarães, R$ 1,7 milhão será investido na aquisição do prédio e do edifício-garagem localizado na Rua da Concórdia.
No local, funcionarão as Diretorias de Administração Geral, de Tecnologia da Informação, de Gestão de Recursos Humanos, além da maior parte da Diretoria de Administração Tributária (DAT). Essa última, que comporta cerca de 80% dos fazendários, é formada ainda pelas Diretorias de Mercadoria em Trânsito, Diretoria de Segmentos Econômicos, Diretoria de Fiscalização em Estabelecimentos e o Departamento da Receita Tributária.
“Ainda não concluímos as negociações”, afirmou Ricardo Guimarães, explicando que faltam ser feitos alguns ajustes, como a desocupação completa do imóvel. A expectativa da Fazenda é utilizar o novo prédio ainda no primeiro semestre do próximo ano.
O secretário explica que a medida permitirá reunir, num mesmo imóvel, toda parte da administração tributária da Fazenda e, portanto, reduzir despesas com o deslocamento dos funcionários de uma diretoria para outra. Atualmente, as atividades da área de administração tributária são realizadas em três prédios, sendo dois alugados e um próprio da Fazenda. Eles ficam, respectivamente, na Rua da Aurora, na Rua Imperial e na Madalena.
A Fazenda acredita que o investimento realizado será compensado em cinco anos. Segundo Ricardo Guimarães, o Governo gasta R$ 16 mil por mês com o aluguel dos imóveis. Além disso, Guimarães justifica que os três prédios usados hoje precisam de investimentos da ordem de R$ 1,38 milhão para reforma física. O secretário também alega que não é muito seguro fazer grandes investimentos em prédios que podem deixar de ser da Fazenda, a exemplo dos gastos em tecnologia da informação.
INADIMPLÊNCIA – A Fazenda descredenciou 14 mil contribuintes inadimplentes que podiam fazer o recolhimento do imposto até o fim do mês subseqüente à entrada de mercadorias no Estado. Com o descredenciamento, as empresas terão que pagar logo no posto fiscal a diferença de alíquota cobrada nas operações interestaduais. A medida aconteceu há 25 dias e foi responsável por um incremento da ordem de R$ 3 milhões no caixa do Estado.