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ENSINO
Quando a sala de aula é a tela do micro

Cada vez mais pessoas utilizam o ensino a distância pela Internet como forma viável de complemento da formação profissional. Estima-se que, em 2002, chegue-se a 2,2 milhões de ‘e-estudantes’ no País. São pessoas como os primos Alexsandro Souza e Wilson Freitas Júnio, que já fizeram cinco cursos online e querem mais.

Quando a Internet ainda engatinhava no Brasil, lá pelos idos de 1996, eles já experimentavam o uso da Web para aplicações educacionais. Pioneiro no uso da Rede como plataforma pedagógica, o Virtus, laboratório de hipermídia da UFPE, posiciona Pernambuco na vanguarda do desenvolvimento de ensino a distância no País.

Não é à toa que a entidade foi selecionada recentemente para integrar a Rede Interamericana de Formação em Educação a Distância e Telemática (RIF-ET), um consórcio internacional de oito universidades, coordenado pelo Colégio das Américas, cujo objetivo é aperfeiçoar as instituições de ensino de Cuba, Costa Rica, México, Brasil e Canadá para a oferta de e-Learning.

Além do reconhecimento internacional, o Virtus já atraiu 500 alunos do Brasil e do exterior (Portugal, Turquia e Canadá), sendo 24% de Pernambuco, 25% do Nordeste e 50% dos outros Estados, sobretudo do Sul e Sudeste. “A distribuição geográfica segue praticamente o mesmo critério da penetração da Internet no Brasil”, explica o coordenador do laboratório, Paulo Cunha.

Considerando os planos do Virtus para 2002, em pouco tempo a quantidade de alunos poderá triplicar. Segundo Paulo Cunha, a expectativa para o próximo ano é ampliar o número de cursos de extensão de 10 para 50 e a oferta dos de especialização de dois para oito, contemplando as áreas de tecnologia da informação e engenharia. Isso sem contar com o mestrado bilingüe, disponibilizado dentro do programa da rede interamericana. “O mais difícil, que é dominar o conceito e criar massa crítica especializada, nós já fizemos. Temos até ferramentas avançadas que ainda não usamos por causa da qualidade e velocidade da Rede no Brasil, mas, quando for viável, estaremos prontos para sair na frente”, revela Cunha.

De acordo com o coordenador, a relação de pioneirismo do Virtus com o ensino online vem desde a criação dos Ambientes Virtuais de Estudo (AVEs), que tinham como objetivo complementar as aulas presenciais dos cursos universitários, oferecendo um espaço gratuito para troca de arquivos e bate-papos virtuais. “A procura foi tão grande que logo tivemos que automatizar o sistema para que cada grupo pudesse construir sozinho seu próprio ambiente”, conta Paulo, acrescentando que hoje já existem 600 AVEs tanto da UFPE como de fora da instituição rodando nos servidores do laboratório.

Com a qualidade acumulada por meio da experiência com os ambientes virtuais de aprendizagem, partir para a oferta de cursos totalmente online foi uma conseqüência natural. No ano passado, o Virtus estreou 10 cursos de extensão universitária, cujos temas variam de gestão da informação para ambiente Web até programação e e-Learning para desenvolvimento de Recursos Humanos.

Em 2001, foi a vez de expandir o leque de formação online, com a oferta de cursos de especialização virtual em Gestão do Patrimônio Cultural Integrado, lançado na semana passada, Mensuração Contábil e Contabilidade Pública e Responsabilidade Fiscal, estes últimos disponibilizados desde segunda-feira (10). “Atingimos todas as metas traçadas até agora, registrando um nível de satisfação de bom para ótimo nos questionários de avaliação respondidos pelos alunos”, afirma Paulo Cunha.(M.L.D.)

Serviço

www.projetovirtus.com.br

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Jornal do Commercio
Recife - 12.12.2001
Quarta-feira