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ENSINO II
Fundação Bradesco aposta no mundo virtual

Chegar a recantos do Brasil onde a educação ainda é um bem de difícil acesso para a maioria da população. Esse é o principal objetivo da Fundação Bradesco com o recém-lançado projeto de e-Learning, batizado de Escola Virtual.

Reconhecida como instituição de excelência em educação, a entidade vai expandir seu atendimento educacional, que hoje compreende 38 escolas em 25 Estados, sem precisar de novas unidades físicas. Outra finalidade é reforçar o conteúdo das aulas presenciais com recursos adicionais para aperfeiçoar alunos e professores. “Depois de consolidar nossa proposta de inclusão social, estamos partindo para a inclusão digital”, resume o gerente de Tecnologia Educacional da Escola Virtual Bradesco, Nivaldo Marcusso.

Segundo o executivo, o custo para a construção de uma única escola de tijolo, capaz de formar 2.500 estudantes por ano, é suficiente para atender cerca de 100 mil alunos a distância no mesmo período. “Isso afora, é claro, os R$ 8 milhões aplicados no desenvolvimento da plataforma de e-Learning”. Em 44 anos, a Fundação Bradesco formou e capacitou 415 mil pessoas, contigente que poderá ser alcançado pela Escola Virtual em apenas quatro anos.

O critério para participar é socioeconômico, beneficiando comunidades carentes, desempregados, ex-alunos e moradores dos arredores das escolas ‘reais’. O conteúdo abarcará do ensino infantil e fundamental até o técnico e profissionalizante, estes últimos com maior enfoque.

Tanto que os primeiros cursos, lançados hoje, são de Visual Basic e Office. Mas é a partir de 2002 que o projeto deve deslanchar, oferecendo cursos técnicos de Informática, eletrônica e gestão de negócios, além de outros feitos em parceria com empresas como Cisco, Microsoft e IBM.

Parceria, de acordo com Nivaldo Marcusso, é a palavra-chave para o sucesso da Escola Virtual. “Queremos entrar com o que entedemos, que é conteúdo pedagógico e tecnologia educacional. Mas sempre será necessário identificar parceiros que se alinhem com a nossa filosofia”, afirma Marcusso.

Uma mostra de quanto as colaborações podem render bons frutos é o acordo firmado com a Cisco para um curso de especialização em rede, que, em aulas virtuais e presencias, já atendeu 900 alunos e conta com mais de 1.000 na lista de espera.

Para a desempregada Elenir Bueno Garcia, 39, de Osasco (SP), o curso da Cisco representa uma oportunidade única de reinserção no mercado. “Já consegui duas entrevistas de emprego.” Assim como a Cisco, diz Nivaldo Marcusso, empresas, prefeituras e ONGs, entre outras entidades interessadas em oferecer educação gratuita de boa qualidade, são muito bem-vindas à Fundação Bradesco.(M.L.D.)

Serviço

www.escolavirtual.org.br

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Jornal do Commercio
Recife - 12.12.2001
Quarta-feira