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ENSINO IV
Qual o melhor método para o aprendizado pela Internet?

Que a educação a distância está em franca expansão no Brasil, ninguém duvida. Já sobre o modelo ideal para a prática do e-Learning, ainda não há consenso. O resultado é que os índices de evasão dos cursos online chegam a preocupantes 30%, em virtude principalmente do isolamento que acomete boa parte dos alunos. Para reverter o quadro, os provedores de ensino virtual lançam mão de todo tipo de expedientes pedagógicos para simular um ambiente atrativo de estudo.

A fórmula mais utilizada é a que mistura ferramentas de colaboração assíncronas – como fóruns e murais dos quais o estudante participa quando lhe for mais conveniente – e as síncronas, como chats e conferências realizados em tempo real.

A Escola Virtual, da Fundação Bradesco, criou o conceito de mediação pedagógica, que compreende vários níveis de recursos, aplicados conforme o público e o conteúdo do curso.

No Virtus e na UVB, são formadas turmas de, no máximo, 30 e 25 alunos, monitoradas por um professor. “Chegamos a telefonar para o estudante, quando ele passa mais de três dias sem entrar no sistema”, diz o diretor da UVB, Gilberto Mariot, acrescentando que os recursos de integração incluem trabalhos em grupo.

Ambas as instituições destacam o papel do professor como principal motivador dos estudantes no ensino online. “As aulas virtuais exigem melhor planejamento, porque você não tem o argumento da retórica, não dá para improvisar. Por isso, o conteúdo tem que estar formatado a priori, bem estruturado e didático”, explica o coordenador dos cursos de extensão do Virtus, Rômulo Pinto

Na opinião do diretor da Univir, Celso Niskier, embora a desistência seja maior nos cursos online, o aproveitamento e as médias dos alunos costumam ser melhores do que nos presenciais, o que leva a crer que o problema não está no conteúdo. “A evasão é provocada pela forma como os assuntos são colocados. Não adianta ter uma apostila eletrônica. A idéia é que o ambiente seja lúdico e interessante”, diz Niskier.

Superando a dicotomia entre qual dos métodos, presencial ou online, é mais eficiente, os cursos de idiomas resolveram apostar na união dos dois, em benefício da qualidade. Conforme a necessidade do aluno, oferecem tanto cursos 100% online, como semi-presenciais. “Os resultados dos cursos combinados têm sido surpreendentes, porque os alunos estudam e fazem os exercícios pela Internet, tirando dúvidas com o professor virtual de plantão, antes de vir para a sala de aula apenas para treinar a fluência”, defende a diretora pedagógica do Yázigi Recife, Annie Bittencourt.

Na Cultura Inglesa, segundo o diretor das unidades Zona Sul, Steven Barlow, também é o curso que serve de complementação ao aprendizado convencional, chamado de e-Practice, o que tem obtido maior êxito. A explicação, de acordo com o diretor de conteúdo da Cultura Inglesa online, Colin Paton, é cultural: “Esse método é o mais adequado para a realidade brasileira, porque os nossos alunos não têm o costume de estudar sozinhos”, observa.

Serviço

www.uvb.com.br
www.univir.com.br
www.houseofenglish.com.br
www.culturaonline.com.br

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Jornal do Commercio
Recife - 12.12.2001
Quarta-feira