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Bush: “Não esqueceremos”

No aniversário de três meses dos ataques terroristas em Nova Iorque e no Pentágono, os Estados Unidos consideram vitoriosa a guerra contra o terror

WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, lembrou ontem, junto a representantes de outros 70 países, o terceiro mês dos atentados de 11 de setembro em solo norte-americano, prestando homenagem às 3.300 vítimas da tragédia.

Orações, palavras alusivas e o hino nacional ao som de um clarim estiveram presentes nos atos cheios de emoção, realizados em todo o país sob o lema “Não esqueceremos”, em que foi destacada a convicção de que a liberdade triunfa sempre sobre seus inimigos.

No grande salão oriental da Casa Branca, com a mão no coração, Bush e sua mulher, Laura, ouviram o hino nacional, cujas primeiras estrofes soaram às 8h46 locais (11h46 de Brasília), hora em que, há três meses, o primeiro dos quatro aviões seqüestrados foi usado como míssil nos ataques. “Temos ainda muito que fazer e os riscos são muitos, mas não pode haver dúvidas sobre o desenlace do conflito”, declarou Bush em tom grave e firme, evocando a luta liderada pelos EUA e seus aliados.

Reconhecendo a dor das famílias das vítimas, algumas delas presentes no salão, o presidente prometeu que “com o tempo, esta guerra chegará ao fim, mas nossas lembranças ficarão para sempre”. “Nossos inimigos cometeram o mesmo erro no qual incorrem sempre os inimigos dos EUA: onde vêem liberdade, acreditam que haja fraqueza. E hoje constatam sua própria derrota”, destacou. Na outra margem do Rio Potomac, que atravessa Washington, o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, se solidarizou no Pentágono com as vítimas às 9h30 locais, momento preciso no qual o flanco oeste do edifício recebeu o impacto de um Boeing 757 cheio de passageiros.

BRASIL – A Embaixada dos EUA no Brasil realizou ontem uma cerimônia em homenagem às vítimas dos atentados. Em Brasília, o encarregado de negócios da embaixada, William R. Barr, lembrou, em discurso, a iniciativa tomada pelo Brasil, após os atentados, de invocar o Tratado do Rio pelo qual cada país membro da Organização dos Estados Americanos reconheceu que um ataque contra os EUA é um ataque contra todos os países membros.

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Jornal do Commercio
Recife - 12.12.2001
Quarta-feira