O mediador norte-americano Anthony Zinni, enviado ao Oriente Médio por ordem do presidente Bush, enfrentou mais violência na região
GAZA – Ataques israelenses deixaram um saldo de cinco mortos, ontem, na Faixa de Gaza e Cisjordânia, territórios dominados pelos palestinos. Mísseis disparados por helicópteros em Khan Yunes, no sul da Faixa de Gaza, mataram três pessoas e deixaram 17 feridos, dois em estado grave, no fim da noite. Um posto da polícia palestina no norte da Faixa de Gaza já havia sido atingido durante a madrugada e, horas mais tarde, soldados mataram dois trabalhadores palestinos em um posto de checagem na Cisjordânia.
Segundo médicos, o ataque de ontem à noite matou os civis Said Abu Setta, 40 anos, e Yasser Hassan Abu Namus, 26, além de um terceiro homem não identificado. O ataque ocorreu logo após a reunião entre palestinos e israelenses sobre segurança, na qual os israelenses admitiram um progresso real da Autoridade Palestina na luta contra os grupos radicais.
Na madrugada, helicópteros israelenses lançaram quatro mísseis contra um posto da unidade de segurança de elite palestina Força 17. Também destruíram dois mísseis dentro da construção. O posto havia sido esvaziado antes do ataque e um fazendeiro ficou levemente ferido por destroços. Um míssil atingiu a principal linha de eletricidade, deixando o local no escuro.
Segundo Israel, os ataques foram em resposta ao fogo de morteiro lançado contra um assentamento judaico no dia anterior, que deixou uma menina israelense levemente ferida.
Um dia antes, os israelenses tentaram assassinar o ativista da Jihad Islâmica Mohammed Ayoub Sidr e acabaram matando duas crianças palestinas. Ayoub e outras sete pessoas ficaram feridos. Cerca de 3 mil palestinos participaram dos funerais das crianças ontem. Pela primeira vez em vários meses, nenhum homem armado participou da procissão, em uma aparente obediência à ordem de Arafat para que apenas agentes de segurança sejam vistos em público portando armas.