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Lula Carlos Diga 32
O presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, conversou com um dirigente coral e garantiu que o Santa Cruz não disputaria a Segunda Divisão. Antes dele, Ildefonso Pereira me avisava que o Santa Cruz continuaria no grupo de elite do futebol brasileiro. Um tem a força, o outro a sabedoria, e eu, que não tenho nem uma coisa nem outra, aposto, com quem quiser, que a Terceira Divisão o Santa não disputa.
Em seguida, foi a vez de Carlos Alberto falar naquela velha história que o Brasil inteiro torce e a CBF não deixa acontecer: o Brasileirão com 32 clubes. Nada mais justo. O futebol brasileiro tem lugar para todos aqueles clubes de tradição, organizados, e que representam força nos seus Estados. Deixá-los de fora, antes de uma injustiça e uma covardia, é uma burrice.
Vejam o caso de Pernambuco, agora sem representante na Primeira Divisão. O Santa Cruz é um clube de massa, tem público garantido. O Sport também é de massa, seus jogos dão boas rendas. O Náutico, por ser um clube de elite, não é de meter a mão na massa, mas tem uma torcida valente que prestigia as suas exibições no campinho dos Aflitos.
Agora, aqui pra nós, vocês já imaginaram o Figueirense na Primeira Divisão? O Avaí ou o Caxias do Sul? E o Gama, e o Juventude? E não é só isso, não. Que força têm esses clubes? Que prestígio? Que passado e que presente? Clubes de bronze num grupo de ouro. Sport, Náutico e Santa Cruz não podem ficar de fora. A CBF quer assim. Ainda bem que Ricardo Teixeira está quase fora.
Quero mandar, daqui, o meu abraço para Sérgio Aquino, o novo presidente do Náutico. Sempre acreditei que ele chegaria lá, eu e Sebastião Orlando. A gente conversava e torcia por isso. O Náutico continua em boas mãos. Gustavo Krause disse, um dia, que lugar de alvirrubros é nos Aflitos. Chegou mais um, jovem e cheio de vontade. Aliás, faz tempo que ele chegou e nunca saiu. Competente e gente da gente.
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