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CONGRESSO
Briga Fiúza/Inocêncio expõe
vaidades e luta por espaços
BRASÍLIA – A bancada federal de Pernambuco registra, desde ontem, nova briga política. O líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira, não quis responder críticas que recebeu de Ricardo Fiúza (ex-PFL, hoje no PPB), mas sinalizou para um corte nas relações. “Fiúza é uma pessoa que transborda inveja e frustração, não vou responder as suas críticas. Muitas vezes, um elogio, dependendo de quem o faz, é negativo, e a crítica, positiva. Nesse caso, considero a crítica positiva para mim”, disse.
Em entrevista à Folha de Pernambuco, Fiúza acusou Inocêncio de ter feito todo o possível para que ele (Fiúza) não se elegesse deputado em 98. Acusou ainda o líder do PFL de praticar uma “política fisiológica”. Ontem, os dois se encontraram no mesmo avião e Inocêncio se recusou a cumprimentar o pepebista.
A amizade de quase 30 anos entre os dois vem se desgastando desde 98, quando, depois de um auto-exílio – conseqüência de seu envolvimento na CPI do Orçamento –, Fiúza decidiu voltar ao Congresso e Inocêncio ser o deputado mais votado do Estado. O pefelista quase conseguiu, perdendo apenas para Eduardo Campos (PSB). Alguns correligionários de Inocêncio - e não apenas Fiúza - até hoje não o perdoam por haver, segundo eles, invadido redutos eleitorais.
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Jornal do Commercio
Recife - 12.12.2001 Quarta-feira
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