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Música instrumental tem vez no FIG

Dez anos após a morte de seu fundador, o Quarteto Eugene Egan mostra o repertório do primeiro CD

A música instrumental pernambucana é o destaque na abertura das atrações do Parque Ruber van der Lindem, no XI Festival de Inverno de Garanhuns. Hoje, a partir das 18h, sobe ao palco o Quarteto Eugene Egan. A noite no local se encerra com a apresentação do acordeonista gaúcho Renato Borghetti.

O quarteto foi criado em 1989 pelo violinista Eugene Egan, que faleceu dois anos depois. Sua esposa, Marie Sabine Egan, deu continuidade ao trabalho, que apresenta um repertório eclético de música clássica internacional e popular brasileira, principalmente a pernambucana.

Em sua primeira formação, o conjunto contava com o próprio Eugene Egan (1º violino), Marie Sabine (2º violino), Veronique Lamy (violoncelo) e Arnaud Limonaire (viola). “Quando eu conheci Eugene na Irlanda, em 1974, ele já era ‘quartetista’, na Rádio-TV Irlandesa”, lembra Sabine.

O trabalho do quarteto, então, é fruto dessa tradição e permanece como uma herança deixada pelo violinista. Atualmente, o grupo, formado por Marie Sabine (1º violino), Raphaëlle Egan (filha de Eugene e 2º violino), Elyr Alves (viola) e Fabiano Menezes (violoncelo), prepara-se para lançar o seu primeiro CD (já prensado), intitulado Brasil 500 Anos.

“O disco tem músicas que a gente compilou”, adianta a primeira-violonista. “Vai desde o período do Brasil-Colônia, passando composições de padre José Maurício – o primeiro grande compositor brasileiro –, Carlos Gomes, Chiquinha Gonzaga, Sérgio Bittencourt, os nacionalistas Alberto Nepomuceno e Heitor Villa-Lobos, os armoriais Clóvis Pereira e Guerra Peixe, mais Capiba, Luiz Gonzaga, e encerra com um frevo de Duda.”

No espetáculo desta noite, após uma abertura com temas internacionais, o Quarteto Eugene Egan mostra boa parte desse repertório do álbum de estréia.

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Jornal do Commercio
Recife - 13.07.2001
Sexta-feira