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POLÍCIA CIVIL II
583 homicídios ficam sem investigação

A chefia da Polícia pretende montar esquema especial de atendimento em caso de grande demanda de pessoas interessadas em prestar queixa

Os 73 dias de greve serviram para aumentar ainda mais o número de casos sem investigação arquivados nos armários das delegacias de Pernambuco. Só na Delegacia de Homicídios, que registrou todas as execuções ocorridas no Recife durante a paralisação, o número de assassinatos acumulados é de 153. Em todo o Estado, deixaram de ser apurados 583 homicídios.

De acordo com o diretor de Polícia Judiciária, Antônio Carlos Cavendish, as pessoas que foram vítimas de alguma ação criminosa durante a greve deverão procurar a delegacia mais próxima do local onde ocorreu o delito. O diretor disse que, caso haja uma grande demanda por registros de queixas, pode ser montado um esquema especial para atender melhor a população.

“Todas as pessoas que precisem de uma certidão de registro de roubo ou furto de algum objeto, ou mesmo queiram comunicar qualquer outro crime, serão atendidas normalmente a partir de hoje”, assegurou Cavendish.

O presidente do Sinpol, Henrique Leite, afirmou que a categoria está comprometida a se engajar em um mutirão para agilizar os inquéritos que estejam parados nas delegacias, sobretudo os de homicídios. “Tomamos o cuidado de orientar os companheiros que continuaram trabalhando nos plantões para colher o maior número de dados possível nos casos de assassinato. Dessa forma, quem assumir os casos a partir de agora terá subsídios suficientes para desenvolver as investigações com sucesso”, concluiu Henrique Leite.

O presidente do Sinpol destacou, ainda, que a partir de hoje, a população deve voltar a se dirigir à Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, no Curado, e não mais à Coordenação de Plantão, na Rua da Aurora, para registrar os roubos de carro.

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Jornal do Commercio
Recife - 14.09.2001
Sexta-feira