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INVESTIGAÇÃO
Presos dois acusados de estelionato

Duas pessoas foram presas, na noite da última quarta-feira, no Hotel Costeiro, em Olinda, por agentes da Delegacia de Repressão ao Roubo e Furto. O cearense Eliseu Davyd Silva Vieira, 20 anos, e o pedreiro Francisco Lacerda de Souza, 31, são acusados de estelionato. Os policiais também encontraram com os bandidos talões de cheque, dois deles no valor de R$ 12, 8 mil, e cartões de crédito.

A titular da Delegacia de Repressão ao Roubo e Furto, Cleide Lyra, disse que os bandidos aplicavam “o golpe do conto do vigário”. Segundo ela, Eliseu e Francisco deixavam cair do bolso um suposto pacote de dinheiro para chamar a atenção das vítimas. “A pessoa via o dinheiro no chão e perguntava a quem pertencia. Um dos bandidos se aproximava da vítima, dizendo que sabia quem era o dono do pacote. Quando a vítima devolvia o dinheiro, era convidada, para ir a um restaurante. Lá, o bandido pedia para que ela fizesse o depósito do dinheiro, em algum banco. Em troca, receberia uma parte dele”, contou. De acordo com a delegada, o problema é que, como garantia de que realmente iria fazer o depósito, a vítima era persuadida a deixar sua carteira ou bolsa em poder dos bandidos. “Depois que saía para fazer o depósito, eles fugiam com o dinheiro dela”.

Os estelionatários contavam as suas vítimas que o pacote com dinheiro tinha cerca de R$ 6 mil. Na verdade, havia apenas uma nota de R$ 10, que era enrolada em um maço de papel, dando a impressão de que havia mais dinheiro do que o valor anunciado. Segundo a delegada, Eliseu Davyd já tem prisão decretada no Ceará. Ela informou, ainda, que os acusados não agiam sozinhos. Mais três pessoas, que estão foragidas, integravam a quadrilha. São elas Rosângela Silva Vieira, irmão de Eliseu, a tia dele, conhecida como Roberta, e o cunhado do acusado, identificado apenas como Leonardo. “Vamos tentar entrar em contato com os proprietários dos objetos furtados para saber se foram vítimas desse golpe”, disse Cleide. Os bandidos vão responder pelos crimes de formação de quadrilha, apropriação indébita e estelionato. Se condenados, podem pegar até 12 anos de prisão.

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Jornal do Commercio
Recife - 14.09.2001
Sexta-feira