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TRANSPORTE
Empresas negociam troca de linhas

Mudança está sendo pleiteada pela Metropolitana e Caxangá para reduzir custo da quilometragem morta, distância entre os terminais e as garagens

As empresas de ônibus Metropolitana e Caxangá poderão trocar entre si a operação de 15 linhas que atendem às regiões norte e sudoeste do Recife. A substituição está sendo pleiteada pelas empresas sob o principal argumento de que ambas têm custos altos com a chamada quilometragem morta, distância entre as garagens e os terminais que os ônibus percorrem sem passageiros. Embora ainda esteja em análise pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), a proposta de mudança já está sendo reprovada pelas comunidades atendidas, que temem o monopólio das operadoras e a queda na qualidade do serviço.

Pelas estatísticas do sistema de transporte, as 15 linhas operadas pelas duas empresas fazem por mês 39.567,30 quilômetros mortos, o que representa R$ 63.703,35 em custo para a Câmara de Compensação Tarifária (CCT), que remunera o setor. “A necessidade de fazer a substituição surgiu depois que a Caxangá transferiu sua garagem da Cidade Universitária para Olinda. Com isso, os custos de operação aumentaram muito. No nosso caso foi diferente. Embora tenhamos uma garagem em Olinda, perto da área onde fazemos várias linhas, nossa operacionalização está concentrada na região sudoeste, onde também temos uma garagem”, explicou o diretor de Operação e Planejamento da Metropolitana, José Luiz Santos.

Atualmente, a Metropolitana opera oito linhas na região norte do Recife, chegando à cidade de Olinda. Com a mudança, essas linhas seriam transferidas para o domínio da Caxangá. Em contrapartida, as sete linhas feitas por essa empresa na região sudoeste (bairros de Jardim São Paulo, Bongi e San Martin, por exemplo) passariam a ser operadas pela Metropolitana. As empresas garantem que a qualidade do serviço oferecido aos usuários será mantida com a substituição.

“O número de ônibus, a conservação dos veículos, a idade média da frota, o horário e intervalo das linhas serão mantidos para que o usuário não sinta qualquer diferença”, garantiu Santos.

O presidente da EMTU, Evandro Avelar, afirmou que na próxima semana decidirá se autoriza ou não a substituição. “Existem vantagens para o sistema, mas queremos que o usuário tenha ganhos com uma possível mudança. Estamos analisando tecnicamente a proposta e faremos o que for mais viável para o sistema”, disse.

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Jornal do Commercio
Recife - 14.09.2001
Sexta-feira