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TELECOMUNICAÇÕES
Telemar vai reduzir a estrutura

Mudanças na empresa vão além da troca de ações entre as operadoras estaduais e devem implicar no fim dos cinco núcleos administrativos existentes hoje

por ANA ARAGÃO

Depois de concluída a troca de ações das operadoras estaduais de telefonia por papéis da Telecomunicações do Rio de Janeiro S.A. (Telerj), a Telemar está convocando assembléia extraordinária da companhia carioca. Na pauta, está a proposta de alteração do nome atual da operadora para Telemar Norte Leste S.A.; a assembléia vai deliberar também sobre a concessão de autorização à diretoria da empresa para criar e extinguir diretorias e filiais.

Dessa forma, a empresa abre caminho para uma reestruturação, que poderá incluir o fim dos atuais cinco núcleos administrativos da Telemar, centralizando as operações. Pernambuco sedia a diretoria do núcleo que engloba também os Estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

A direção da Telemar no Rio de Janeiro foi procurada para comentar a convocação, mas não atendeu à reportagem do Jornal do Commercio.

A Telemar informou que apenas 1,3% dos acionistas decidiram que não iriam trocar suas ações – 40% dos dissidentes são investidores estrangeiros. Com isso, a operadora terá que desembolsar R$ 160 milhões para recomprar as ações desses desistentes. A operadora deverá publicar outro fato relevante, divulgando como será feito o pagamento.

Com a incorporação, todas as ações da Telemar serão negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. A primeira oferta está prevista para o dia 24 deste mês. Antes dessa mudança, apenas as ações da Telerj, Telemig (de Minas Gerais) e Telebahia eram negociadas na bolsa paulista. O restante – o que inclui a Telpe – era ofertado somente no mercado de acesso, representado pela Sociedade Operadora dos Mercados de Ativos (Soma).

POUCA INFORMAÇÃO – No Recife, a diretoria da Telemar deixou para o último dia a divulgação dos detalhes sobre a incorporação, inclusive sobre os procedimentos dos acionistas que não tivessem interesse em participar da mudança acionária. Os Estados onde mais houve desistência foram Sergipe (2,63%) e Roraima (0,58%). Todas as pessoas que compraram linha telefônica antes de 1997 adquiriram também ações das companhias telefônicas. Na expansão de 1996, foram distribuídos 12 lotes de mil ações para cada telefone vendido.

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Jornal do Commercio
Recife - 14.09.2001
Sexta-feira