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POLÊMICA
Leão está mordido com a Celpe

Funcionários da Celpe/Iberdrola verificaram ontem o consumo de energia do estádio. O clube alega que não está consumindo o valor apontado pela empresa

Em tempos de apagão, o Sport resolveu comprar uma briga por causa da conta de energia. Ontem pela manhã, uma equipe da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe/Iberdrola) visitou a sede rubro-negra no intuito de verificar as queixas dos dirigentes do clube no que se refere ao valor das últimas contas de energia.

De acordo com o vice-presidente financeiro Douglas Clark, os funcionários da Celpe foram analisar os contadores do clube a pedido da própria diretoria leonina. “Não há corte de luz. O que está acontecendo é que a Celpe estabeleceu uma meta para seguirmos e, de acordo com nossos registros, estamos seguindo à risca esta orientação. Só que, pelos cálculos da Celpe, estamos extrapolando a meta. Alguém está equivocado”, comentou Clark, afirmando que esteve ontem na companhia energética para que tudo seja resolvido o mais breve possível.

Sabe-se que a empresa estabeleceu a meta de 37 mil kw (Quilowatt) para o consumo do campo e que, de acordo com as contas rubro-negras, o atingido foi de 28 mil kw.

“Ela está tirando o consumo pela média (a Celpe soma o valor das últimas três contas que foram lidas e divide por três), alegando que não havia ninguém no local para abrir o cadeado do quadro de energia. É de se estranhar, pois sempre tem um funcionário para abrir o local dos contadores”, comentou um dos empregados, que não quis se identificar. Ainda segundo ele, o clube dispõe de três pontos que registram o consumo de energia: uma no campo, outra na sede e a terceira no parque aquático. O único problema está acontecendo no primeiro caso. “Os demais estão corretos”, afirmou o funcionário.

A chiadeira dos dirigentes é respaldada pelo fato de o clube, em todos os jogos que necessitam da utilização dos refletores, usar a energia dos geradores que são movidos a óleo diesel. “São 150 litros de óleo para quatro horas de uso. É uma economia muito grande e desmente totalmente essa conta da Celpe”, concluiu o funcionário.

Segundo apurou o JC, o Sport realmente pediu revisão de metas junto à Celpe. Além disso, o clube garantiu que irá pagar o valor que for determinado pela empresa de energia, desde que realmente sejam refeitos os cálculos das contas duvidosas.

FARMÁCIA- Outra bronca financeira para o Sport resolver é com relação à questão de medicamentos fornecidos ao clube. Ontem à tarde, um funcionário da farmácia Carlos Gomes foi até o clube da Ilha para tentar receber uma dívida de R$ 13 mil, referente à compra de remédios para atletas e funcionários da casa. Segundo ele, a dívida vem se arrastando desde o mês de abril e até agora nenhuma solução foi tomada. “E o pior é que essa diretoria não quer nem conversa”, falou o cobrador.

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Jornal do Commercio
Recife - 14.09.2001
Sexta-feira