LG_jc.gif (3670 bytes)

TERROR NOS EUA XVI
Aeroportos do País terão 11 novas normas de segurança

RIO – Os aeroportos brasileiros terão de cumprir 11 novas regras de segurança. As medidas foram determinadas ontem pelo Departamento de Aviação Civil (DAC) e entram em vigor imediatamente. A partir de agora, o Brasil cria procedimentos que já são muito comuns em países desenvolvidos, como a inspeção periódica de áreas públicas (banheiros e cabines telefônicas) e a fiscalização de cinzeiros e lixeiras.

A segurança será reforçada nos terminais e em áreas internas dos aeroportos. Funcionários e prestadores de serviço receberão treinamento de segurança. Internamente, serão estabelecidos procedimentos para situações de emergência e a comunicação terá que ser padronizada.

A lista com as novas regras de segurança foi obtida pela reportagem de forma extra-oficial junto a empresas aéreas nacionais, já que o documento é de uso reservado do Departamento de Aviação Civil.

O documento foi enviado ontem à Infraero, órgão que administra os aeroportos e é responsável pela aplicação das normas estabelecidas pelo DAC. As companhias também receberam as novas normas ontem, mas não disseram quando pretendem começar a implantá-las.

Até o início da noite de ontem, a informação divulgada pelas empresas aéreas e pelo DAC é a de que todos os vôos com destino aos Estados Unidos continuam cancelados por tempo indeterminado. Mas algumas empresas americanas, como a American Airlines e a United Airlines, já falavam sobre a possibilidade de retomar os vôos hoje. A informação, no entanto, não foi confirmada pela Infraero.

Por causa do cancelamento dos vôos, o movimento no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão foi muito pequeno ontem. Por volta das 13h30, Yolanda Bogoricin esperava a filha Deborah, que foi passar alguns dias nos Estados Unidos e no México. A analista de sistemas Deborah deixou Nova Iorque na segunda-feira passada, um dia antes do atentado.

“É muito louco porque na segunda-feira eu fiz compras no World Trade Center. E um dia depois ele já não existia mais. É incrível. Cheguei a chorar”, contou.

___________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 14.09.2001
Sexta-feira