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TERROR NOS EUA V
Ataque biológico pode ser a nova arma do terror

NOVA IORQUE - Da mesma maneira que os serviços de informação dos países industrializados tinham obrigação de considerar a hipótese de um atentado suicida com um avião, pois um plano já havia malogrado em 1994, quando terroristas argelinos planejaram lançar um avião seqüestrado da Air France sobre Paris. Ninguém mais pode ignorar a ameaça de um atentado biológico, químico, nuclear ou bacteriológico.

Há um consenso entre os serviços secretos e de segurança ocidentais, segundo o qual esse tipo de terrorismo constitui o problema mais grave do século 21. A ameaça mais próxima constitui a arma bacteriológica, conhecida como a bomba atômica dos pobres, já controlada por diversos grupos terroristas e, isso, graças à ajuda de algumas antigas repúblicas do império soviético.

Apenas alguns gramas de toxinas botúlicas, moléculas que atacam o sistema nervoso, habilmente dispersadas por uma simples bomba de aerosol, poderiam provocar a morte de milhares e mesmo milhões de pessoas. Não há nenhuma vacina contra esses agentes patogênicos, cultivados em laboratórios de uns 12 países, entre eles a Coréia do Norte e o Iraque de Saddam Hussein, apesar dos controles exercidos até há muito pouco tempo pelas Nações Unidas. Esses agentes são altamente poderosos e podem matar entre 40% e 100% da população contagiada, a exemplo das vítimas de varíola, da peste e da febre de Lhassa.

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Jornal do Commercio
Recife - 14.09.2001
Sexta-feira