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TERROR NOS EUA VII
Patriotismo é a ordem

por MAQAN CRANE

Agence France Press

WASHINGTON – A bandeira e o hino nacional. Depois dos atentados que marcaram para sempre seu país, os norte-americanos se refugiam em seus símbolos nacionais para mostrar sua solidariedade. Enquanto as rádios tocavam a todo momento o hino nacional, os norte-americanos foram à várias lojas para comprar sua bandeira, que pode ser vista em todos os lugares: nas casas, ônibus, carros de passeio e, até mesmo, junto às pessoas. A rede Wal-Mart vendeu 200 mil bandeiras anteontem e, 115 mil ontem, enquanto no ano passado, neste mesmo período, foram vendidas apenas 6 mil. O próprio Congresso pediu aos norte-americanos que exibissem a bandeira como ‘símbolo de solidariedade’.

“Exibir a bandeira mostra que não estamos e nem seremos derrotados”, declarou o Senador pelo estado de Nova Iorque, Charles Schumer. Segundo o professor Mitch Hammer, diretor do centro de reposta e gestão de crises da Universidade de Washington, após uma crise “o grupo tende a se unir ainda mais.”

Contudo, explica o professor, o risco de tal união é acabar ‘agredindo’ um elemento tido como externo. Ou seja, nos Estados Unidos, as comunidades árabes e muçulmanas podem sofrer retaliações. “A união é positiva. O lado ruim é que pode induzir o grupo a definir de forma mais rígida quem o integra e quem é excluído”, explicou.

Segundo o professor Hammer, a situação ainda pode se agravar, “caso uma minoria seja apontada como um alvo. O fenômeno não é só norte-americano, ocorre em todas as partes cada vez que a cólera não está dirigida contra alguém em concreto.”

O promotor-geral dos EUA, John Ashcroft, enfatizou que não serão aceitas represálias contra muçulmanos e árabes residentes nos Estados Unidos. "Estas represálias são contrárias aos princípios e as leis fundamentais defendidas pelos Estados Unidos da América (...) Não serão toleradas", disse Ashcroft.

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Jornal do Commercio
Recife - 14.09.2001
Sexta-feira