![]() |
O Koff e o cofre Um dirigente do Sport procurou o presidente do Clube dos Treze e pediu um empréstimo de 500 mil pratas. Um Leão de Ouro atrás de prata. Falou das dificuldades do clube da Ilha, sem esquecer da grandeza desse mesmo clube, e tentou, de todo jeito, arrancar o tutu da mão do menino. Não deu sorte e ouviu o seguinte: Está havendo um terrível equívoco de sua parte. Eu sou o Koff, o cofre é outro. O dirigente Tonico, com pouca experiência de futebol, anda irritado com o treinador Ferdinando Teixeira. É que ele está vendo uma coisa que ninguém até aqui enxergou no time do Arruda. Somou várias vezes 3-5-2, depois 4-4-2, e o resultado foi sempre o mesmo, 10 homens. Ou ele coloca em campo o time completo, ou vai mesmo para o outro mundo, ameaça o dirigente. Muricy é meio encrenqueiro. Quando quer dizer as coisas, abre a boca e fala. É chatinho, mas sabe o que faz. Uma coisa boa, nele, é a lealdade. Ganha 30 mil reais no Náutico e recusou o dobro disso para treinar o Santa Cruz. Nem a Primeira Divisão animou o técnico a abandonar o Náutico. Os tricolores negam, mas negar é o verbo mais conjugado pelos dirigentes de futebol, em todos os seus tempos. Luiz Arnaldo botou pra quebrar na festa do Santa. Uma elegência da peste. Parecia até que pertencia ao Clube dos Treze. Koff não deixava Carlos Alberto em paz. Até quando discursou citou o presidente da FPF como o homem que mais pedia e axigia graças para o Santa Cruz. Até a aproximação dele com Mendonção, depois de um desentendimento entre os dois, foi Carlos Alberto quem trabalhou e conseguiu. Entre tantos tricolores, e para uma segunda-feira o número de presentes foi excelente, encontrei um rubro-negro, rejuvenescido depois que se afastou do futebol. José Moura remoçou mesmo. A sua preocupação, agora, é com os netos, pela paixão dos meninos pelo clube que ele presidiu. Mas não são doentes, não. A saúde deles é de leão, pra torcer do jeito que eles torcem. |
|