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O fico provável Joaquim Francisco continua indefinido sobre o seu futuro partidário. Já teve mais de cem horas de conversas com pessoas do seu e de outros partidos, mas não tomou ainda uma decisão. Quer ser candidato majoritário no próximo ano, preferencialmente a senador, mas nem Marco Maciel e nem Jarbas Vasconcelos lhe dão essa garantia. Marco, com a sua habitual e conhecida descrição, anunciou que será candidato, mas não disse ainda a quê. Presume-se que seja ao Senado, porquanto pesquisas palacianas que chegaram ao seu conhecimento o apontam em 1º lugar para a Câmara Alta. Jarbas, por sua vez, está tão indefinido quanto o deputado Joaquim Francisco, menos na questão partidária. Ou será candidato à reeleição ou à outra vaga do Senado (essa história de presidência da República nem ele mesmo está levando a sério), mas só anunciará oficialmente em fevereiro ou março de 2002. Joaquim comentou ontem com alguns amigos que até meados da próxima semana tomará uma decisão. Mas, a essa altura do processo, é mais provável ele ficar do que sair do PFL. Ficando, poderá reeleger-se tranquilamente para a Câmara Federal e trabalhar internamente para ser candidato a prefeito do Recife em 2004. Saindo, talvez não encontre em outro partido essa mesma perspectiva. Como nos velhos tempos Roberto Magalhães (foto) e José Mendonça (PFL) estão reconciliados. A separação havia se dado porque Mendonção, no seu estilo trator, fez duras críticas ao ex-prefeito por ter abandonado o PFL, partido pelo qual, segundo ele, foi vice-governador, governador, deputado federal e prefeito do Recife. Ontem, ele se encontraram casualmente num restaurante da cidade e, sob os olhares atônitos de Sérgio Guerra (PSDB) e Sérgio Magalhães, trocaram um civilizado aperto de mão. Bola pra frente 1 Como 1º secretário do Senado, Carlos Wilson (PTB) foi o destinário do ofício enviado ontem à mesa diretora pelos membros da Comissão de Ética recomendando que Jáder Barbalho (PMDB) não reassumisse mais a presidência. Mas, como não quis assumir sozinho o ônus daquela decisão, transferiu o abacaxi para o plenário. Bola pra frente 2 Quando a Comissão de Ética recomendou à mesa diretora instaurar os processos de cassação dos mandatos de José Roberto Arruda e ACM, Carlos Wilson sofreu todo tipo de pressão para salvar a pele do baiano. No entanto, como não pôde atender àquele pedido, arranjou um inimigo pro resto da vida. Por que arranjaria outro (Jáder) sem necessidade? Motivos pelos quais resolveu abandonar o PFL A invasão de suas bases na Mata Norte por parlamentares do próprio PFL pesaram na decisão do ex-deputado Maviael Cavalcante de trocar esse partido pelo PMDB. Mas quer conversar primeiramente com Marco Maciel. Eleitor de PE no Conselho de Defesa Nacional Como presidente nacional interino do PPB, o deputado Pedro Corrêa (quem diria?) tem cadeira cativa no Conselho de Defesa Nacional, convocado ontem por FHC para discutir o ataque terrorista aos Estados Unidos. Depois de três dias retido em New York, o deputado pernambucano Severino Cavalcanti (PPB) recebeu autorização das autoridades americanas para retornar ontem ao Brasil. Segundo o cônsul Flávio Perri, ele sairia de lá às 19h30 com destino ao Rio de Janeiro. O seu desembarque no Recife está previsto para acontecer às 11h55 de hoje. Do deputado Maurílio Ferreira Lima (PE), com a sua costumeira transparência, sobre o partido político que ora o abriga: O que é o PMDB, hoje? Nada. Apenas a sigla e os sete minutos de televisão. Enquanto isso, já circulam veículos pela cidade com adesivos Jarbas presidente. O de Mendonção é um deles. A Assembléia Legislativa precisa voltar urgentemente a ser uma casa de debates, ou, do contrário, perderá a sua importância, o que não é bom para a democracia. Ontem, aprovou projeto de Antonio Moraes (PSDB) instituindo no âmbito estadual o dia do violeiro e já se prepara para votar outro, de Sérgio Leite (PT), instituindo o dia do circo. Do ex-prefeito de Garanhuns e assessor especial do secretário José Arlindo, Ivo Amaral, sobre o cacife político do deputado Romário Dias (PFL): Hoje ele é o rei do agreste meridional. Referia-se aos 14 prefeitos daquela região que o presidente da AL conseguiu arregimentar para o seu grupo político. |
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