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FERNANDO DE NORONHA III
O paraíso das máscaras, snorkels e nadadeiras

Uma das provas de que Noronha é habitat de mergulhadores está na facilidade de se conseguir equipamento para mergulho na ilha. Em várias praias, os turistas, adeptos do mergulho de recreação, vão encontrar kits com nadadeiras, máscaras e snorkel para alugar. A diária fica por R$ 5. E não é preciso esforço para se descobrir bons lugares para a apnéia, como é chamado o mergulho livre, sem uso de cilindros de oxigênio.

“Não há regras, em qualquer uma das praias pode-se ver qualquer espécie”, diz a mergulhadora Cláudia Estrela. Os princípios básicos da apnéia são simples. Inspira-se, prende-se a respiração e se inicia o mergulho. Assim como ocorre com o uso do cilindro, é necessário fazer a ‘compensação’ da pressão. Enquanto agüentar ficar lá embaixo, o apneísta deve prender o nariz e ‘soprar’ para evitar a dor nos ouvidos. Ao emergir, deve-se soprar o ar guardado, que irá expelir a água do tubo de respiração. Assim, pode-se continuar com os olhos voltados para a água.

Alguns endereços são redutos clássicos de apneístas. Nos cantos da Praia da Conceição, onde está o Morro do Pico, o mais alto da ilha, pode-se, com facilidade, ver tartarugas no meio dos cardumes. No Sancho, enseada onde os barcos costumam dar uma parada depois do passeio à Baía dos Golfinhos, há boas paredes de coral com fauna variada. O ‘clássico’ do mergulho livre, no entanto, está no porto. Perto da praia, está um naufrágio com um impressionante túnel por onde passam tartarugas e cardumes atrás de cardumes.

VOANDO SOB A ÁGUA - Quem quer percorrer grandes quantidades de área submarina sem muito esforço pode recorrer ao ‘planasub’. Inventado pelo pesquisador Leonardo Veras, o equipamento consiste numa prancheta que, manobrada, permite imersões e voltas rápidas à superfície. Dá até para fazer giros embaixo da água, o que dá a impressão de que se está ‘voando’ dentro do mar.

“Inicialmente, o ‘planasub’ era usado para as pesquisas do projeto Tamar, para facilitar a captura das tartarugas. Mas o sucesso turístico foi tão grande que eu resolvi oferecer o serviço aos visitantes”, conta Leonardo.

O passeio de “planasub”, que dura de três a quatro horas, custa R$ 55. Pode ser feito no porto, a região de Noronha que congrega todas as saídas turísticas e de mergulho para o mar. Quem não quiser perder tempo se deslocando em terra, pode também almoçar no próprio porto. Lá se come desde os famosos bolinhos de tubalhau (feitos com carne de tubarão) a peixes em econômicos self-services. (B.A.)

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Jornal do Commercio
Recife - 13.09.2001
Quinta-feira