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REVITALIZAÇÃO II
Profissionais reivindicam mudanças

Entre os guias e agentes de turismo, a opinião é unânime: Olinda precisa de mudanças estruturais urgentes. De acordo com os profissionais, a principal queixa dos visitantes é sobre a falta de banheiros públicos, o desordenamento do trânsito, a sujeira, o horário de visitação restrito das igrejas e a má-conservação da cidade, eleita em 1982 pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade. Para a presidente do Sindicato dos Guias de Turismo de Pernambuco (Singtur - PE), Íria Cerqueira, além das reclamações mais freqüentes, outro serviço que precisa ser melhorado é o dos chamados guias mirins de Olinda. “Esses rapazes, muitos deles já adultos, não são guias mirins, e sim monitores. Na maioria dos casos, o serviço deixa a desejar, a informação é precária e eles pecam na dicção. A partir do momento em que são confundidos com guias turísticos, isso prejudica a imagem da nossa classe, que é reconhecida profissionalmente”, diz. Mês passado, segundo informações da Prefeitura de Olinda, 40 guias mirins participaram de um curso de capacitação, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Cerqueira, contudo, ressalta a importância da atividade e sinaliza para a profissionalização dos monitores. “O trabalho dos monitores é muito útil quando, por exemplo, um turista chega só à cidade, sem acompanhamento de nenhum guia e precisa de informações sobre o lugar. Ao mesmo tempo, a forma como eles abordam e disputam os visitantes não é correta. É preciso mais profissionalismo”, encerra.

Profissionais de agências de turismo, como a Sevagtur e a Luck Viagens, também se preocupam com a falta de policiamento e a insegurança que deixam os turistas vulneráveis a assaltos. No período de alta estação, essas empresas chegam a levar pelo menos 40 pessoas por dia para conhecer a Cidade Alta. “Apesar do policiamento que já existe no Mercado da Ribeira e na Praça da Sé, outros pontos também carecem de vigilância, como as Praça do Jacaré e do Carmo e o Sítio de Seu Reis”, aponta o gerente da Luck Viagens, Marcelo Waked. Ele também sugere melhorias no trânsito. “Seria interessante ter um guarda para ordenar os carros na Cidade Alta e colocar um veículo para apanhar os turistas nos restaurantes e levá-los aos pontos históricos”, diz. “É preciso que haja mais manutenção, divulgação e investimento na qualidade dos serviços prestados por hotéis e pousadas. Também estão faltando opções de restaurantes que aliem cardápio regional e preços acessíveis por que nem todo mundo está disposto a gastar 20 ou 30 Reais em um prato”, encerra Waked.(J.N.)

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Jornal do Commercio
Recife - 13.09.2001
Quinta-feira