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REVITALIZAÇÃO III
Casa de morador é alternativa de hospedagem

Um novo programa idealizado pela Secretaria de Turismo de Olinda pretende fazer com que os moradores da Cidade Alta hospedem turistas em suas casas. “Estamos estudando a idéia. Vamos credenciar e fiscalizar as residências que aceitarem participar do programa”, diz o secretário Clodoaldo Torres.

A secretaria vai escolher de 15 a 20 casas para participar de um projeto piloto, com base em um cadastramento feito pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Iphan) do casario histórico. O programa deve ser iniciado em 60 dias e a divulgação será feita com as agências e operadoras de turismo. A secretaria está avaliando as condições de infra-estrutura das casas, que, depois de classificadas, deverão receber marcas de identificação.

Os moradores deverão receber treinamento específico. “Ainda estamos avaliando como será o mecanismo de segurança para os turistas e proprietários das residências. Temos que garantir a estrutura e a segurança necessárias para todos”, diz Ivaldevan Calheiros, assessor da Secretaria de Turismo. Outra idéia é a criação de pontos estratégicos e alternativos de hospedagem em conventos e igrejas, semelhante ao costume espanhol dos paradores. “O turismo religioso, além de ser mais seletivo, é um filão que cresce a cada dia”, diz Clodoaldo Torres.

Além das áreas de interesse turístico, o cronograma de ações prevê obras de lazer nas comunidades. Já está sendo providenciado um censo do comércio informal e a Prefeitura também estuda um projeto para a revitalização de áreas abandonadas, que serão transformadas em praças e espaços de diversão. “O objetivo do projeto é dar condições de lazer à população e diminuir os índices de ócio e violência na comunidade”, finaliza o secretário.

PATRIMÔNIO - Tanto esforço não é por acaso. Há algum tempo, circulou na cidade boatos sobre a possibilidade de perda do título de Patrimônio Cultural da Humanidade, caso o Sítio Histórico perdesse suas características originais. O representante da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em Pernambuco , Julio Jacobo, afirma que o movimento foi exagerado e meramente especulativo.

“Há dois anos, uma comissão da Unesco do Brasil esteve em Olinda e identificou um sério processo de degradação. Isso foi notificado à Prefeitura, mas não existe risco de perda do título”, finaliza. A manutenção do patrimônio de Olinda é fiscalizada pelo Iphan.(J.N.)

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Jornal do Commercio
Recife - 13.09.2001
Quinta-feira