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FARÓIS
Novos modelos ganham ‘olhos’ noturnos

Imagine um farol que se movimenta como os olhos. É a solução óptica do futuro que já está em desenvolvimento na Europa e começa a equipar os veículos em dois anos. O Seat Tango é um dos primeiros a utilizar a novidade. A alta tecnologia inclui uma série de sistemas eletrônicos que permitirá a criação do farol inteligente. A Valeo Cibié, líder mundial em fabricação de faróis, é a responsável pela novidade.

De acordo com Antônio Carlos Rando, diretor de vendas do mercado de reposição da Cibié no Brasil, o farol inteligente incorpora sensores que permitem direcionar o facho de luz, conforme a necessidade de iluminação do lugar. “Ao entrar numa curva para à direita ou esquerda, o farol acompanha o giro do volante”, fala Rando. Ele também pode ser dirigido para uma placa de sinalização por meio de comando no volante, ou ainda acender e apagar todas as vezes que entrar e sair do túnel.

Outra opção é o ajuste do sensor à velocidade do automóvel. Toda vez que o motorista imprimir velocidade, o farol amplia seu poder de iluminação. “Os faróis estão ganhando cada vez mais funções”, diz o diretor da Cibié. Há pouco mais de uma década esse, que é um dos principais itens de segurança do veículo, tinha formato quadrado, primas nas lentes e refletor parábola, que incorporava numa única lâmpada a função alta e baixa da luz. Hoje, os veículos produzidos no Brasil são halógenos, com lâmpadas em halogênio, e em superfícies complexas, com lente lisa, e a ótica – que direciona a luz – está dentro do refletor.

O poder de iluminação é maior no farol Xenon. A lâmpada utilizada é a gás xenônio de alta potência. Ela proporciona o dobro do rendimento em relação às outras lâmpadas comuns. Seu fluxo luminoso é de 3.200 lumens e o seu consumo é menor do que as lâmpadas halógenas: 35 watts. O farol Xenon permite uma claridade próxima a da luz do dia e equipa veículos importados como BMW e Audi.

Antônio Carlos Rando diz que há também os faróis helípticos, de tom azulado e alta concentração de luz. É o tipo utilizado no Marea e no Gol Geração III, no farol auxiliar. O farol helíptico tem sua função na luz baixa. Ele projeta o facho na linha horizontal da esquerda ao centro da pista. “O farol dá a garantia perfeita do corte assimétrico, conseguindo distribuir a luz uniformemente. Dessa forma, a visão do cidadão que vem no sentido contrário não é ofuscada”, explica Rando.

Com a mudança da lente em vidro e refletor de chapa, os disigners puderam ter ampla liberdade para criar novos formatos. O resultado são faróis de dimensão maiores e com desenhos diversificados. “Eles passaram a marcar o estilo do veículo. Quantos automóveis tornou-se possível reconhecer pelo farol?”, pergunta o diretor da Cibié. Um Exemplo é o Peugeot 206, detentor de um dos mais belos conjuntos ópticos. O Classe A e o Classe E também possuem faróis bem distintos. O tamanho favorece a fotometria, que é a capacidade de direcionar corretamente o facho de luz, coisa que os faróis estreitos dificultam.

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Jornal do Commercio
Recife - 09.09.2001
Domingo