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ALEX

Para amar a si mesmo, tem que perdoar

No filme A Teia de Aranha o personagem diz uma frase que ficou rolando em minha cabeça. É o seguinte: “Você sabe que ninguém pode perdoar a si mesmo pelo que fez”. Como era policial, ele se julgava causador da morte de sua parceira e não conseguia apagar dos seus pesadelos esse erro involuntário. Acredito que ele estava errado. Claro que ninguém apaga alguns erros ou encontra justificativa para outros. Mas, o número de pessoas que erram, continuam errando e não têm nenhum constrangimento em sua consciência é incrível. Caso seja verdade, tudo que já ouvi dizer de políticos como Jáder Barbalho, Antonio Carlos Magalhães, poderia imaginar os pesadelos noturnos que eles sentem em cada noite. Que nada, não sofrem nada e querem mais prestígio e dinheiro, mesmo que prejudiquem seu País. Mas o personagem do filme devia estar errado. Andei lendo livros de auto-ajuda da autora norte-americana Louise Hay que me foram muito úteis quando estive doente. Ela insistia na afirmativa de que não devemos guardar ressentimentos, ódio ainda pior, porque são coisas que adoecem a alma, a auto-estima e quando isto acontece o corpo também padece. Afirmava Louise Hay: antes de mais nada goste de si mesmo, não se julgue culpado. Todos nós temos as nossas situações limite. Caso não consiga mesmo perdoar, fique em paz consigo mesmo, mas sem esquecer as inúmeras coisas boas e construtivas que já fez. E esqueceu tão fácil. Portanto, ame a si mesmo e se interesse em ter alguém para amar.

Luso

Foi aprovado na última reunião do Gabinete Português de Leitura a publicação bi-mensal de um Suplemento Literário Lusográfico. Para dirigi-lo, foi escolhido o nome da poeta Lucila Nogueira, o que fez aumentar o seu entusiasmo. O suplemento será distribuído em Portugal e nos países lusófonos. Antes de mais nada será um bom meio de divulgação de escritores, poetas, ensaístas pernambucanos. Agradeço a Lucila pelo convite que me fez para assinar um comentário, em cada exemplar. Mas, falando sobre arte cinematográfica, só.

Pé de acerola

Os arquitetos perdoem, mas não se trata de uma crítica aos seus talentos, de modo algum, sobretudo os mais modernos. Mas, outro dia, uma árvore de um quintal secou e morreu. Era um pé de acerola, com ramos finos, retorcidos. Cortaram um que parecia mais bonito, pintaram com uma cor mais escura, algumas pinceladas de verniz e pregaram numa parede da casa. Um colega do arquiteto viu a ‘peça de arte’. Ficou encantado, ganhou de presente e terminou colocando na parede da casa de um cliente.

Páginas de agenda

A figura feminina em destaque neste domingo: senhora Célia Dias, mulher do empresário Armênio Dias.

O presidente da Abrajet-Pe, Toni Almeida, pedindo para noticiar que esta entidade terá uma coluna semanal sobre turismo.

Mais uma. Temos, agora, a Academia de Artes, Letras e Ciências de Olinda. Carlos Ivan de Melo é um dos integrantes.

Nenem Brennand foi uma boa pianista quando solteira, ainda estudando piano. Era tida como uma promessa. Desistiu. Agora fez novos exames no Conservatório Pernambucano de Música e tirou nota 9. Retomou os estudos com todo entusiasmo.

No Rio de Janeiro e São Paulo não tomaram conhecimento, na mídia, quero frisar bem, sobre a coleção de Jerson Maciel.

Quando começará a reforma do novo prédio sede do Governo de Pernambuco, para se definir qual será o destino do nosso Teatro Santa Isabel? Sei que é importante e também difícil.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.07.2001
Domingo