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GREVE II
Exército não altera violência

SALVADOR – A presença do Exército nas ruas não alterou o quadro de violência que tomou conta da capital, em função da greve das polícias Civil e Militar, que ontem completou dez dias. Na periferia, a madrugada foi de pânico e terror, com saques, arrastões e assassinatos. Um hospital público, o Jorge Carybé, foi saqueado e fechou as portas.

Após o acordo com o Governo, os primeiros dos 1.200 policiais que começaram a voltar às ruas por volta das 13h pertencem ao Pelotão Águia, que normalmente cuida do trânsito da cidade.

Pela manhã, o comércio continuou fechado. As praias vazias numa manhã de sábado foi um sinal de que a população manteve o cuidado de permanecer em casa. Nos hotéis, a orientação dada aos hóspedes foi a de não sair. Muitas reservas foram canceladas.

O Exército chegou às ruas na manhã de sexta-feira. Do total de dois mil homens previstos para serem enviados de São Paulo, Rio, Pernambuco, Sergipe e Paraíba, apenas cerca de 1.200 havia chegado, número quatro vezes inferior ao efetivo diário que a polícia utiliza para vigiar a capital. Foi possível apenas policiar o Centro e poucas áreas da orla.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.07.2001
Domingo

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