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LEMBRANCINHAS A fé que um dia se rasga
Fitinhas do Senhor do Bonfim começam a ser fabricadas em Salvador graças ao trabalho de uma cooperativa
por MARCO GRAMACHO
SALVADOR – Normalmente os consumidores querem que os produtos durem bastante. Talvez, mas não para quem amarra no pulso uma das famosas fitinhas do Senhor do Bonfim, símbolo da tradição folclórica, religiosa e cultural da Bahia. Como diz a tradição que os três pedidos feitos ao padroeiro só são atendidos quando a fitinha se rompe, os fiéis ficavam impacientes com a durabilidade das fitas de nylon, que levavam até oito meses para rasgar. Como se não bastasse, as tais fitinhas eram “importadas”, confeccionadas em São Paulo e Minas Gerais.
Para resolver a celeuma, uma cooperativa de micro-empresários de Salvador acaba de inaugurar a Oficina de Fitas e Velas do Senhor do Bonfim.
As novas fitas são fabricadas em algodão – material mais fácil de romper com o uso –, para atender ao desejo dos usuários. Com um volume inicial de 500 mil fitas mensais, a pequena empresa é vinculada à cooperativa Cooperfitas, formada por 20 associados, em sua maioria jovens empresários oriundos da Península Itapagipana, onde fica a Igreja do Senhor do Bonfim.
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