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LIVRO II
Evolução a passos cada vez mais rápidos

Ao narrar a evolução do mercado, Brasil - 100 Anos de Propaganda desenterra informações da maior importância para se compreender a história do negócio publicitário no Brasil. Durante a Primeira Guerra Mundial, diz o livro, o Brasil expande a sua até então tímida indústria nacional, de modo que ao fim do conflito o País já registrava mais de 13.300 empresas.

“Os brasileiros agora fumam cigarros e charutos fabricados aqui, bebem as amargas cervejas nacionais, calçam sapatos produzidos pela Alpargatas, usam chapéus e roupas com etiqueta brasileira. A propaganda se beneficia desse surto nacionalista”, enfatiza o autor.

Ainda nessa época surgem as lojas departamento e a Casa Sloper, que durante muito tempo manteve uma filial no Recife, inova ao divulgar o preço das mercadorias nos seus anúncios.

Nos anos 40, a Coca-Cola Chega ao Brasil através de um decreto de Getúlio Vargas, feito na medida, para acolher o então denominado ‘líquido negro’. É o auge das multinacionais, agências e anunciantes e a definitiva afirmação da propaganda americana como modelo.

A década seguinte seria marcada pelo boom automobilístico, incentivos fiscais e, como conseqüência, surgimento de agências de publicidade regionais e primeiras empresas especializadas em promoção de vendas.

A propaganda brasileira começa a exibir uma certa maturidade na segunda metade do século passado, quando o País já figura entre as dez maiores economias do mundo. A televisão potencializa os investimentos em publicidade e o custo-benefício passa a ser a palavra de ordem para os investidores.

Nos anos 70, o Brasil já exibe um dos mercados mais vigorosos do mundo. É a era do ‘milagre’, que precede a ‘década perdida’ dos anos 80. “Apesar de tudo isso, nesse período crescem os investimentos em mídia e a propaganda brasileira brilha no exterior como uma das mais criativas do mundo”, lembra o Cadena.

Nos anos 90, houve um reposicionamento do mercado. A indústria tabagista é praticamente banida da propaganda por lei ao passo em que novas tecnologias transformam-se em grandes anunciantes, a exemplo dos serviços de telefonia. A globalização é a palavra por excelência e com ela há profundas transformações no mercado publicitário, com o alinhamento de contas, também no Brasil, pelas agências multinacionais.

Serviço:

Brasil – 100 Anos de Propaganda. De Nelson Varón Cadena. Editora Referência. Preço R$ 110. O livro ainda não está à venda nas livrarias locais. Informações e aquisição pelo fone 0800.154.555

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Jornal do Commercio
Recife - 15.07.2001
Domingo