O irmão do ex-governador Cid Sampaio morreu de insuficiência respiratória e foi sepultado ontem à tarde no Cemitério Parque das Flores. “Ele era um verdadeiro ‘varão de Plutarco’, disse o ex-deputado Antonio Correia
O engenheiro civil Lael Sampaio, 92 anos, faleceu na madrugada do sábado, aos 92 anos, vítima de insuficiência respiratória. Ele estava internado há 5 dias, no Hospital Português, onde ocorreu o velório. O sepultamento foi ontem à tarde, no cemitério Parque das Flores.
Irmão do ex-governador e ex-senador Cid Sampaio, Lael era empresário, usineiro e foi deputado estadual por três mandatos. Na vida pública, atuou também como secretário estadual de Viação e Obras e disputou a Prefeitura do Recife em 1963, perdendo a eleição para o também engenheiro Pelópidas Silveira.
Lael Sampaio foi fundador da UDN em Pernambuco, partido do qual também foi presidente. Ele ingressou na política elegendo-se deputado estadual constituinte, em 1946. Renovou o mandato em 1950.
Nas eleições de 1954, com a cisão da UDN – uma facção decidiu apoiar a candidatura de João Cleofas de Oliveira e outra ficou com o general Cordeiro de Farias –, Lael Sampaio desistiu de disputar novo mandato. Ele apoiou Cordeiro de Farias, que ganhou a disputa. Lael, então, foi convidado e aceitou assumir a Secretaria de Viação e Obras. Ficou no cargo apenas metade do Governo. Quando Cordeiro de Farias enviou à Assembléia Legislativa mensagem propondo uma mudança profunda no Código Tributário, discordou e pediu demissão.
Em 58, com a eleição do irmão Cid Sampaio para o Governo do Estado, Lael mais uma vez assumiu a Secretaria de Viação e Obras, ficando até o final da administração. Em 66, ele disputou sua última eleição, elegendo-se pela terceira vez deputado estadual. Exerceu o mandato até o fim, em 71, quando afastou-se da vida pública.
“Ele era um verdadeiro varão de Plutarco. Teve uma atuação séria na Assembléia Legislativa, muito vigilante com as finanças. Não admitia gastos desnecessários, seja do Executivo ou do Legislativo, e sempre votava contra qualquer aumento de subsídio parlamentar. Era um homem de espírito público admirável, de grande sensibilidade, honradez e que nos deixa muitos exemplos positivos”, lamentou o ex-deputado e ex-conselheiro do Tribunal de Contas Antônio Corrêa, que foi deputado junto com Lael e amigo dele durante mais de 50 anos.