Cardiologia, obstetrícia oftalmologia e hemodiálise são as principais especialidades do pólo recifense
Conhecida por abrigar o segundo maior pólo médico do País, perdendo apenas para São Paulo, a capital pernambucana não poderia deixar de ter sua economia fortemente marcada pelo setor de saúde. Com uma contribuição de R$ R$ 12,9 milhões, a área de saúde ocupa a primeira colocação na arrecadação do ISS em 2000. A posição de líder, com mais de 15% de participação em todo ISS recolhido pela Prefeitura, não é surpresa para uma cidade atendida por centros de excelência que servem de parâmetro nacional.
“O fato de ser o setor de saúde o principal contribuinte no Recife explicita de forma contundente a participação do pólo médico dentro da economia do Estado”, constata Mardônio Quintas, presidente do Sindicato dos Hospitais de Pernambuco (Sindhospe). Para se ter uma idéia, o setor saúde movimentou algo em torno de R$ 200 milhões em 2000.
Em Pernambuco, existem 350 hospitais, entre públicos e privados. Recife fica com 120 estabelecimentos, considerando ainda clínicas, laboratórios e demais empresas do setor, que oferecem cerca de 12 mil leitos para a população.
A consolidação do pólo médico do Recife na 2º colocação nacional aconteceu há cerca de cinco anos, mas foi no período entre 1993 e 1997 que o setor de saúde em Pernambuco e, especialmente no Recife, assistiu a uma explosão. Naquele período, foi registrado um crescimento de 98% do recolhimento de ISS. Entre 1999 e 2000, essa evolução foi de 14,30%.
As especialidades que são carros-chefes do pólo médico recifense são cardiologia, oftalmologia, obstetrícia e hemodiálise. Mas o setor também se destaca na prestação de outros serviços. Para se ter uma idéia, o segundo maior hospital do País no tratamento das mãos, o SOS Mãos, encontra-se no Recife.