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SANTA CRUZ
Diretoria planeja com os pés no chão

Diretoria coral começa a traçar os caminhos para o Brasileiro. Cautela e estudos prévios das ações permanecem sendo os motes para o torneio

O segundo semestre não vai ser tão diferente do anterior, no Santa Cruz, a não ser pela competição que o clube disputará, a partir de agosto: o Campeonato Brasileiro. Assim como fizeram em dezembro de 2000, quando assumiram a nova diretoria, encabeçada pelo presidente José Mendonça, os comandantes da nau tricolor começam a traçar os caminhos que o vice-campeão pernambucano deve percorrer.

Assim, cautela e estudos prévios das ações permanecem sendo os motes para o campeonato que se avizinha. Prevê-se também a reestruturação como um todo.

Primeiro: no quesito contratações, o técnico Ferdinando Teixeira, altamente prestigiado pela direção, terá a responsabilidade de montar uma equipe à sua semelhança. Pelo que foi demonstrado no Campeonato Pernambucano, para jogar no Arruda o atleta terá que ter muita raça.

Não haverá derrame de dinheiro por parte do clube. Como aconteceu na época do ex-técnico tricolor, Ricardo Rocha, o time será montado com a mesma política ‘pés no chão’, do início do ano. Todavia, segundo o vice presidente executivo, Tonico Araújo, resguarda-se a grandeza do campeonato, que merece um esforço maior.

“Vamos montar um time não só para disputar o Brasileiro, mas para continuar na Primeira Divisão, sem esquecer, inclusive, de lutar por uma boa colocação”, ressaltou o dirigente.

Num clube com um passivo de 30 milhões, as dívidas herdadas de administrações passadas estão sendo roladas e devidamente pagas, o que dá fôlego e credibilidade ao Tricolor. Esse fôlego foi perdido há algum tempo, e agora vem sendo resgatado por Mendonção, e seus fiéis escudeiros.

Conforme Tonico, o segundo semestre será o dos projetos. Mas nada tão diferente, uma vez que alguns já foram executados no início do ano – raspadinhas e patrocínio da marca Peixe. Além das ações do presidente da Comissão Patrimonial, Augusto Coutinho, estuda-se a possibilidade de o Santa investir em catracas eletrônicas, a fim de diminuir a evasão de renda.

Já Augusto Coutinho está imbuído das cobranças dos aluguéis das cadeiras, bem como dos camarotes. O clube arregaçará as mangas para recuperar sócios.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.07.2001
Domingo