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COMPORTAMENTO III
Softwares dão cara nova à velha área de trabalho do micro

Muitas vezes, os recursos do Windows não bastam para quem adora enfeitar a tela do computador. Programas que remodelam o ambiente operacional são usados para tirar o visual do micro da mesmice. Alguns podem ser programados para fazer isso automaticamente, poupando o usuário de promover as mudanças.

O estudante Paulo Monte, 21, é adepto de qualquer novo programa do tipo. Pelo seu HD já passaram proteções de tela high-tech (a chuva de letras fluorescentes do filme Matrix), softwares de temas (Desktop Themes), de criação de ícones (Microangelo) e de trocas de papéis de parede (Wallpaper Changer, Desktop Manager).

A utilização desses programas torna o uso diário do micro mais atraente, mas, segundo o estudante, tem lá suas desvantagens. “A proteção de tela de Matrix diminuía o desempenho do meu Pentium, que tinha 133 MHz na época. Reinstalei quando comprei um micro mais potente”, conta.

Outro que não se deu bem com a vaidade foi o administrador de rede Marcelo Andrade. Ele instalou o WindowBlinds, programa que pode deixar o Windows com a cara do sistema Mac OS. “Ele mexeu tanto no sistema que não consegui fazer com que voltasse ao normal. Daí precisei formatar o disco rígido e reinstalar o Windows.”

Um dos programas preferidos de Marcelo é o Bryce Studios, de criação de paisagens em terceira dimensão. Quando começou a utilizá-lo, nunca havia trabalhado com nenhum software 3D, mas a empatia foi imediata. “Para aprender é um pouco complicado porque é preciso entender as coordenadas X, Y e Z e como cada objeto fica na tela, para não ficar ‘flutuando’.”

Mesmo assim, ele recomenda o Bryce em relação ao consagrado 3D Studio. “É muito complicado e profissional. O Bryce é indicado para leigos, com uma semana mexendo você já sabe usá-lo.” Marcelo já criou cinco papéis de parede, sendo que um deles – uma paisagem lunar – levou duas semanas.

Serviço

www.themes.org
www.themedoctor.com
www.skinz.org
www.hotbar.com
www.download.com

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Jornal do Commercio
Recife - 11.07.2001
Quarta-feira