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Fernando Castilho Virou moda economizar
Num País extremamente susceptível a ondas e modismos até racionamento de energia elétrica vira motivo de mudança de comportamento e tema de conversa em mesa de restaurante, praça de shopping e fila de caixa de supermercado. Ficar abaixo da média de consumo passou a ser assunto de chefe de família exibindo a marca de última conta dezenas de quilowatts/hora abaixo do exigido.
Esse, pode-se dizer com certeza, é um comportamento típico do brasileiro. Nos Estados Unidos, revelam os jornais na Internet, isso seria impensável, porque eles entenderiam como uma violação de seus direitos. Aqui até a Oposição tira uma lasquinha dizendo que o cidadão não é responsável por isso, mas deve contribuir.
Interpretações à parte, o fato é que depois de se assustar, ficar indignado, organizar-se e se adaptar às exigências das distribuidoras, o consumidor entendeu agora de reorganizar sua casa dentro do novo cenário de economia. Iluminação ambiental, eletrodoméstico e compra de bens e serviços politicamente corretos em relação ao racionamento. Tudo para que ele possa dizer que economiza energia. Se o apagão vier, quem sabe, talvez a gente até ache alguma coisa boa nele...
Sindicatos gerem R$ 4 milhões de servidores
Os cinco principais sindicatos de servidores públicos de Pernambuco gerem, por ano, uma massa de recursos de aproximamente R$ 4 milhões, ou R$ 320 mil por mês. Informações da Secretaria de Administração revelam que o Sinpol é a entidade que recebe mais recursos de seus associados. Chega, inclusive, a superar o Sindifisco, tradicionalmente a entidade tida como a que representa os servidores de melhor salário. Já explicação para as receitas do Sintepe é que as contribuições dos professores (42 mil) refletem os baixos salários da categoria.
Arrecadação
O secretário da Fazenda de Pernambuco, Jorge Jatobá, acha que a mobilização dos fazendários pode representar perda de receitas da ordem de R$ 20 milhões por mês. O problema, segundo ele, é que com a mobilização a equipe fica desmotivada e o potencial de arrecadação e a produtividade baixam. Mobilizada a equipe, diz o secretário, ela sempre rende muito mais.
Inflação e receitas
O secretário da Fazenda também entende que os efeitos do racionamento não serão sentidos apenas na perda de arrecadação com a redução das atividades econômicas. Para ele, haverá compensações com os reajustes de produtos como combustíveis, serviços e até na tarifa de energia elétrica, prevê. Mas pondera que os efeitos do racionamento vão travar o crescimento da economia.
Siderúrgicas prevêem menos vendas em 2001
As siderúrgicas que produzem para a indústria eletrodoméstica, na linha branca, já sabem que o apagão vai desorganizar seus planos de crescimento. Nem a campanha de troca de aparelhos por outros mais econômicos pára a onda.
A indústria de ventilador não sabe o que é crise
A indústria de ventiladores (ao contrário das de aparelhos de ar condicionado) não sabe o que é crise. O negócio já previa crescimento entre 6 e 8% ao ano. Mas o racionamento dobrou a previsão. Vai crescer pelo menos 15%.
Escola e software
Quarta-feira, a Anatel publica o edital para a compra de computadores e serviços de telefonia para equipar 3 mil escolas do País com computadores e Internet. O dinheiro é do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações: R$ 1 bilhão. A dúvida é se o Governo vai optar entre comprar os sistemas fechados da Microsoft ou o da Linux, que é aberto e mais barato.
Lafepe e mercado
O Lafepe precisa aproveitar o respeito que a classe médica tem por seus produtos e adotar uma política mais agressiva nas suas vendas no varejo. Pesquisa do Sindicato dos Médicos revela que 55% dos profissionais conhecem e prescrevem remédios do Lafepe. Mas isso tem um complicador. O laboratório oficial só vende seus produtos em três pontos da cidade e sobra fila.
Pesquisa de junho do Sebrae (Sondagem Conjuntural), ouvindo 2.548 micro e pequenas empresas no Brasil, revela que 73% delas já trabalham com um cenário de crise energética para além de 2001. Dentro desse número 42% acham que os efeitos vão ser sentidos até em 2003.
A Central de Mídia Brasil iniciou a comercialização, no Recife, dos balões infláveis gigantes, um recurso de promoção utilizado em feiras e ações de merchandising. Fabricados a partir de três metros de altura em náilon emborrachado, com ventilador embutido, podem ser inflados em até cinco minutos, com consumo de 4 KW/mês. Fone: 3221-4373
Confirmada para o período de 2 a 4 de agosto a realização do curso de melhoria na qualidade de alimentos – Controle Estatístico de Processo – promovido pelo Sebrae/PE. O curso será ministrado pelo professor João Francisco, consultor do Senai do Rio de Janeiro. Há apenas 30 vagas. Informações pelo fone 3227.8405.
Já passa de 60 o número de profissionais que estão trabalhando no Seven, o centro médico do Shopping Boa Vista criado para atuar no nicho de mercado popular cobrando R$ 19 a consulta. Na parceria os profissionais destinam 40% do custo da receita para aluguel e serviços complementares e o resto vai para a conta do conjunto de médicos.
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