Como 'braço' político do PCdoB, muitos militantes das entidades estudantis fazem questão de participar da vida partidária da legenda. O apoio aos candidatos do partido se traduz facilmente na realização de campanhas eleitorais juntos aos estudantes. Mas os planos das entidades não se limitam ao simples apoio eleitoral.
No ano passado, a União Nacional dos Estudantes lançou um candidato próprio para uma vaga na Câmara Municipal do Recife. O nome escolhido foi o do ex-presidente da UJS e ex-vice-presidente da UNE, George Braga, que não conseguiu se eleger.
Hoje, a consolidação de uma frente de esquerda para disputar as próximas eleições agrada os jovens comunistas. "Somos a favor da agregação, sempre que ela traga benefícios coletivos. Atualmente, acredito que a união das esquerdas contra o grupo liderado pelo governador Jarbas Vasconcelos (a aliança PMDB/PFL/PSDB) é a melhor alternativa para o Estado", avalia o diretor de Relações Internacionais da UNE, Geraldo Vilar, estudante de Direito da Universidade Católica de Pernambuco e um provável futuro membro do PCdoB.
A presença de ex-militantes do movimento estudantil também é facilmente notada na bancada federal do PCdoB, em Brasília. Dos 10 deputados federais eleitos pela legenda, nove vieram de entidades estudantis.
Desse total, apenas os deputados Aldo Arantes (PCdoB-GO), Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Agnelo Queiroz (PCdoB-DF) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) têm mais de 38 anos.