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Melissa de Andrade

Sorrindo à toa

Pense em todos os nomes de softwares que você conhece. Não será estranho se a maioria deles levar a marca Microsoft.

Pouco afeito a entrevistas, o fundador da gigante da Informática, Bill Gates, está com um ar tranqüilo e sorridente nas fotos que ilustram a reportagem de capa da revista Exame Negócios. Não é só porque recuperou o título de homem mais rico do mundo, graças a sua fortuna de US$ 58,7 bilhões. Nem só porque as ações da sua empresa subiram mais de 60% desde o início do ano.

Na época das fotos e da entrevista, Gates ainda não sabia do resultado a seu favor do Tribunal de Apelações de Washington, que anulou a decisão do juiz Thomas Penfield Jackson de dividir em duas a Microsoft. Imagine como Gates não deve estar satisfeito agora.

Acusem o homem de formar monópolio, e até de cinismo em algumas vezes, mas não de ser um frasista ruim.

Sobre a inserção de países como o Brasil na economia digital: “A receita é levar as crianças para as instituições. O ideal é ter computadores que possam ser usados por qualquer um que queira aprender na escola, em bibliotecas locais ou centros comunitários”.

Sobre a ameaça do Linux: “Sempre haverá software gratuito e software pago”.

Sobre a Microsoft ferir a regra de competição vinculando todos os sistemas ao sistema operacional Windows: “Não há nada mais pró-consumidor do que incluir novas funções no sistema operacional”.

Sobre a alta aposta em negócios: “Somos uma empresa de longo prazo. Podemos despejar milhões de dólares no que achamos que será importante e depois descobrir pelo que os clientes estão dispostos a pagar”.

E-mail: melissa@jc.com.br

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Jornal do Commercio
Recife - 11.07.2001
Quarta-feira