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ROTEIRO DO ARTESANATO
Todos os caminhos da arte

por LUIZA BARROS

A 2ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenneart), que começou no último sábado e se estenderá até a próxima terça-feira, dia 16, dá visibilidade para a imensa riqueza e diversidade do artesanato pernambucano. Variedade de beleza, estilo e riquezas, no entanto, que não se restringem apenas a eventos como esse. Quem se interessar em conhecer (e, claro, consumir algumas peças) a atividade dos artesãos do Estado, pegar a estrada pode ser a melhor opção. Um verdadeiro roteiro do artesanato existe dentro das fronteiras de Pernambuco.

Para comprar o produto criado por alguns desses artistas, nada melhor do que dirigir-se ao local onde são produzidas suas obras de arte. Afinal, além de simplesmente pagar por um produto que se intenciona levar para casa, há a chance de conhecer de perto o modo de produção (naturalmente, artesanal) com que são ‘fabricados’ esses ícones que misturam regionalismo, estética e, muitas vezes, características de utilitários. Confira, nesta reportagem, aonde ir, quem procurar e o que comprar no roteiro do artesanato de Pernambuco, sem dúvida um dos mais originais do País.

Um bom passeio para uma tarde de férias. Uma oportunidade para comprar presentes para os aniversáriantes do ano inteiro. Muito mais do que essas simplórias características, atraentes para um visitante comum, a 2ª Feira de Negócios do Artesanato (Fenneart) tem como objetivo o desenvolvimento do artesanato pernambucano. Por isso, entenda-se a comercialização dos produtos artesanais e a oportunidade para a realização de negócios entre artesãos e compradores.

Se ano passado a área física foi de 16 mil m², esse ano, 18.500 mil m² foram destinados para abrigar os 260 estandes. Ao todo, são mil expositores. Durante os dez dias, espera-se receber um público de cem mil pessoas. Até o final da segunda-feira, quando o evento completou três dias de realização, o pavilhão do Centro de Convenções tinha recebido 19.700 mil visitantes.

Além dos boxes das prefeituras do Estado, que reúnem artesãos dos seus respectivos municípios, a feira abriga profissionais autônomos e trabalhos de diferentes Estados brasileiros e países, como Minas Gerais e Pará; Marrocos e Chile, respectivamente.

Também estão sendo oferecidas oficinas, que iniciam turmas novas todo dia. Algumas das técnicas ensinadas são a de pintura em cerâmica, a manipulação de couro para confecção de acessórios e a produção de máscaras de papel machê. As inscrições, que variam de R$ 5 a R$ 20, podem ser feitas no local.

PARA VER – A feira também merece uma visita como tenda para mostras e exibições de diferentes formas de cultura, além do artesanato. No segundo Salão de Arte Popular, estão reunidas obras selecionadas pela curadora Silvia Pontual, superintendente do Museu do Estado. A artesã Marliete Rodrigues, de Caruaru, chama atenção pela riqueza de detalhes em suas minúsculas obras. Da estampa do vestido da velha retradada às marcas presentes nos pés de alface, o realismo minuncioso da artista é de encher os olhos. A réplica da casa de Mestre Vitalino, o grande homenageado do evento, é uma das grandes atrações e merece dose extra de atenção.

Já a programação cultural, por si só, já paga o valor do ingresso (que esse ano está mais caro - R$ 2). Todos os dias, pelo menos quatro atrações se apresentam no palco da Fenneart. Hoje, um dos destaques é o desfile de moda. Amanhã tem show com Silvério e sábado é a vez da Ciranda de Santino. Domingo se apresentam Mestre Salustiano e seu Sonho da Rabeca e segunda-feira, Aurinha do Coco.

Serviço

Fenneart
Período: 7 a 16 de julho
Horário: Das 15h às 21h
Local: Centro de Convenções
Entrada: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (estudante)

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Jornal do Commercio
Recife - 12.07.2001
Quinta-feira