Você percebeu que o seu carro está com o barulhinho estranho na partida, que mais parece o tic-tac de um relógio? A zoada incômoda pode significar que o motor está batendo válvula.
Nos carros fabricados a partir de 1999, esse problema não existe. “A regulagem dos tuchos hidráulicos é feita com a pressão do óleo”, revela o gerente de pós-venda da Fiori Veícolo, Cantídio Ribeiro.
Nos carros com tucho mecânico, a calibragem das válvulas necessita de um procedimento manual e deve ser feita a cada 20 mil quilômetros. Segundo Cantídio, os modelos mais antigos precisam de verificação mais freqüente.
DESGASTE – O vaivém do trabalho das válvulas acaba por provocar o desgaste das pastilhas, sustentadas por molas que permitem esse movimento. A calibragem compensa a fadiga das molas.
Ribeiro explica que, se a correção não for feita, a válvula não vai vedar no momento da queima do combustível, o que provocaria consumo elevado, carbonização precoce e falhas no motor.
A regulagem das válvulas é simples e demora uma hora, em média. O serviço deve ser feito em oficina, diz Cantídio Ribeiro, pois é necessário ter noção de metrologia para deixar a válvula trabalhando na medida indicada pelo fabricante.
É recomendado que a calibragem seja realizada com o veículo frio, pois dessa maneira, com as válvulas em repouso, não haverá dilatação e conseqüente mascaramento da regulagem. Quando o conjunto (pastilhas, mola e prato) apresentam desgaste excessivo, é necessário fazer a troca do tucho.