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VIOLÊNCIA EM CUIABÁ
Líder de rebelião decapitado em MT

O preso João Carlos do Nascimento integrou o grupo que seqüestrou Wellington Camargo, irmão dos integrantes da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano, em 1998

CUIABÁ – A rebelião dos 368 detentos do Presídio do Carumbé, em Cuiabá, terminou ontem, por volta das 9h, com um saldo de 15 presos mortos e a libertação de 139 pessoas que eram mantidas como reféns desde as 15h de quinta-feira.

Numa briga entre as duas facções – a dos presos do Mato Grosso e os detentos de outros Estados – os próprios presos mataram os líderes do motim, entre eles José Carlos Nascimento, o JC, que foi decapitado. JC é membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que dia 18 de fevereiro liderou uma rebelião em 29 unidades prisionais em São Paulo.

De acordo com a polícia, a maioria dos detentos estava descontente com a rebelião porque seus parentes, mantidos como reféns, corriam perigo. Já os líderes do motim não tinham familiares no presídio.

A polícia não divulgou imediatamente os nomes dos detentos mortos. Os corpos dos líderes rebelados ainda não foram transferidos para o Instituto Médico Legal (IML).

TAUBATÉ – Os 230 detentos da Cadeia Pública de Taubaté, no Vale do Paraíba, mantiveram ontem a greve de fome, iniciada na quinta-feira. Ontem novamente foi oferecido o almoço e o café da manhã, mas eles recusaram, contou um carcereiro de plantão. Durante a madrugada os presos iniciaram um motim, queimando papelões e exigindo transferências. A situação foi controlada em uma hora pela polícia militar.

Os presos confirmaram estar em estado de rebelião, ou seja, ameaçam iniciar um motim nas próximas horas. A cadeia tem capacidade para 80 presos, mas atualmente comporta 230 homens.

As visitas estão suspensas desde a quarta-feira passada, quando os detentos, por volta das 17h, se recusaram a voltar para as celas, depois do banho de sol. Eles queriam escolher os presos faxinas (que fazem a limpeza externa do local), mas o pedido foi negado pelo diretor da cadeia, o delegado Francisco Amêndola. No dia seguinte, os detentos iniciaram a greve de fome.

Ontem somente os cinco presos faxinas tiveram direito à visita. A cadeia de Taubaté ainda está sendo reformada por causa de uma rebelião de 36 horas ocorrida em novembro passado. O Governo estadual prometeu desativar o estabelecimento ainda neste ano, depois que o Centro de Detenção Provisória, com capacidade para 740 pessoas, estiver pronto.

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Jornal do Commercio
Recife - 16.04.2001
Segunda-feira

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