por LEONARDO CRUZ
Agência Folha
LONDRES, REINO UNIDO – Cleópatra 7ª, a rainha do Egito que seduziu os generais romanos Júlio César e Marco Antônio, foi representada no cinema como uma mulher de extrema beleza. Mas era Cleópatra tão encantadora quanto Elizabeth Taylor, Sophia Loren e Vivien Leigh, suas intérpretes nas telas? Provavelmente não, indica uma exposição aberta nesta semana no Museu Britânico, em Londres.
A mostra Cleópatra do Egito: da História ao Mito dá indícios de que a última monarca da dinastia ptolemaica tinha um longo nariz, em forma de bico de gavião, e não media mais do que 1,5 m de altura. Muito dessa imagem de mulher linda e sensual não passa de mito, diz Susan Walker, uma das curadoras do evento.
A exposição compõe a trajetória de Cleópatra desde seu nascimento, em 69 a.C., Até seu suicídio, em 30 a.C., Quando o imperador romano Otaviano anexou o Egito. O destaque da mostra são 11 estátuas que, segundo os organizadores, são algumas das poucas representações de Cleópatra produzidas quando a rainha ainda era viva que não foram destruídas.
“Quando o Egito foi conquistado por Otaviano, ele mandou acabar com todas as imagens de Cleópatra, mas nós sabíamos que algumas tinham sido preservadas. Acreditamos que essas 11 estátuas, que eram consideradas retratos de outras rainhas, sejam na verdade as imagens que restaram da Cleópatra em seu reinado” , afirma Peter Higgis, curador do departamento de antiguidades gregas e romanas do museu.
Até hoje, só uma imagem de Cleópatra do período em que ela viveu era considerada autêntica: um busto seu encontrado no Vaticano, que também pode ser visto agora no Museu Britânico.