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LEVANTAMENTO II
Para floricultores, doença é uma ocorrência isolada

Para os floricultores, a murcha-da-helicônia ainda não representa uma ameaça. “Foi uma ocorrência isolada e só depois do mapeamento do Ministério da Agricultura é que vamos saber a extensão do problema”, considera o médico Fernando Almeida, um dos maiores produtores de helicônia do Estado. O médico, que começou a cultivar como colecionador, há nove anos, hoje produz de três a quatro mil hastes de flores tropicais por semana, das quais a metade é composta por helicônias.

Ele ainda não recebeu orientações do Ministério da Agricultura sobre a doença, mas já tem sua própria estratégia para combatê-la, caso apareça nas propriedades onde cultiva 70 espécies de helicônia, em Aldeia. “A recomendação do engenheiro agrônomo que trabalha para mim é erradicar os pés murchos e, no local, plantar outro tipo de flor, mais resistente à bactéria, respeitando um período de quarentena de um ano”, esclarece.

Pernambuco tem uma área de 120 hectares plantados com flores tradicionais e mais 55 hectares cultivados com espécies tropicais. O Estado é o segundo maior produtor brasileiro, perdendo apenas para São Paulo. De acordo com a Secretaria Estadual de Produção Rural e Reforma Agrária, cerca de 1,5 mil pessoas trabalham no setor, que movimenta quase R$ 30 milhões por ano.

Para o secretário do Comitê Pernambucano de Floricultura e Plantas Medicinais, Narciso de Freitas, a bactéria Ralstonia solanacearum não irá interferir no setor. “O problema está sendo conduzido da melhor forma possível pelo Ministério da Agricultura”, diz o engenheiro agrônomo. Fiscal do ministério e cultivador de flores tropicais, Freitas também acredita que a descoberta bactéria em helicônias foi uma ocorrência isolada.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.04.2001
Domingo