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CORREIO ELETRÔNICO Loucos por e-mail Usuários assumem vício por correio eletrônico. Se nenhum excesso faz bem, pelo menos rende boas histórias por MÁRCIO PADRÃO Escrivaninha no quarto, caneta em punho, luminária acesa. Depois do texto pronto, vinha a colagem dos selos e envelope até a postagem no correio. Esse ritual produziria a carta, símbolo da comunicação escrita entre duas pessoas. Até que veio o e-mail, capaz de enviar textos no mesmo momento para qualquer lugar do mundo. Seria o fim do romantismo? As cartas virtuais tornariam o ato de escrever mais frio? Não para as pessoas que adoram a frase você recebeu e-mail. Elas conseguem transformar um simples instrumento de conversação em um estilo de vida, gerando divertidas situações. Em alguns casos, o ato de escrever e-mails adquire ares de experiência transcendental. A estudante Bruna Cruz, 21 anos, diz que planeja minuciosamente as respostas para os amigos mais próximos. Eu sento em casa, na frente do computador, e passo horas respondendo com prazer. É como um ritual: recorto os principais trechos e ponho meus comentários referentes ao trecho, logo abaixo, descreve. Falando em rituais, a estudante Tatiana Moreira, 23, adora presentear os amigos com cartões virtuais, que sempre chegam como um e-mail enviado pelos sites que prestam o serviço. |
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