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CORREIO ELETRÔNICO
Loucos por e-mail

Usuários assumem vício por correio eletrônico. Se nenhum excesso faz bem, pelo menos rende boas histórias

por MÁRCIO PADRÃO
mpadrao@jc.com.br

Escrivaninha no quarto, caneta em punho, luminária acesa. Depois do texto pronto, vinha a colagem dos selos e envelope até a postagem no correio. Esse ritual produziria a carta, símbolo da comunicação escrita entre duas pessoas. Até que veio o e-mail, capaz de enviar textos no mesmo momento para qualquer lugar do mundo. Seria o fim do romantismo? As cartas virtuais tornariam o ato de escrever mais frio? Não para as pessoas que adoram a frase ‘você recebeu e-mail’. Elas conseguem transformar um simples instrumento de conversação em um estilo de vida, gerando divertidas situações.

Em alguns casos, o ato de escrever e-mails adquire ares de experiência transcendental. A estudante Bruna Cruz, 21 anos, diz que planeja minuciosamente as respostas para os amigos mais próximos. “Eu sento em casa, na frente do computador, e passo horas respondendo com prazer. É como um ritual: recorto os principais trechos e ponho meus comentários referentes ao trecho, logo abaixo”, descreve. Falando em rituais, a estudante Tatiana Moreira, 23, adora presentear os amigos com cartões virtuais, que sempre chegam como um e-mail enviado pelos sites que prestam o serviço.

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Jornal do Commercio
Recife - 11.04.2001
Quarta-feira