ROMA – Um navio que viaja há cerca de três semanas pelo Golfo de Guiné com cerca de 250 crianças que seriam vendidas como escravas para plantações de cacau e cana de açúcar na África não emite sinais nem responde a chamados.
A capitânia de Cotonou (Benin), por onde a embarcação passou na sexta-feira, não recebeu nenhum anúncio de que haveria uma escala ali.
“Esperamos, como todos os nossos cidadãos, por essas pobres crianças, mas até hoje não houve possibilidade de contato. As autoridades competentes tentaram entrar em contato com o barco em diversas ocasiões, mas até agora não receberam sinais de retorno”, informou a capitânia dos portos locais.
O navio Eriteno, de bandeira nigeriana, passou por Gabão e Camarões e não foi mais visto desde sexta-feira, quando acreditava-se que zarparia de Benin.
Desde sábado, organizações humanitárias que tornaram disponíveis os primeiros socorros em Cotonou temem pela vida das crianças.
O capitão do barco, com medo de ser preso, poderia tentar se livrar de sua carga humana, dizem alguns.
Em Cotonou, os centros de recepção do Governo e de organizações humanitárias como a Unicef estão prontos para cuidar das crianças.